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Os Reis da Inglaterra

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Clube de província, sem história ou investimento de milhões, o Leicester City surpreendeu meio mundo e conquistou o título de campeão na liga de futebol mais rica da Europa. O Expresso foi a Leicester tentar perceber o que está por detrás do triunfo mais improvável da história do desporto

Paulo Anunciação

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em Leicester

Correspondente em Londres

Nas noites de folga, o treinador do Leicester City, Claudio Ranieri, gosta de levar a mulher, Rosanna, ao restaurante italiano Cini, nos arredores da cidade. Rosanna trabalha em antiguidades e gosta do ambiente conservador da casa, bem como dos pratos de atum e de polvo. Por vezes Ranieri vai ao Cini com um ou outro jogador. “Ele senta-se sempre na mesa 20. Acho que ele é um pouco supersticioso”, explica o dono do restaurante, Andrea Paduano, com um ar sério. Será que o título de campeão estará mesmo ligado à mesa 20 do Cini? Ou será que se deve, antes, à influência dos seis monges budistas, como Phra Prommangkalachan, que nos últimos três anos têm feito viagens regulares a Leicester para abençoar o relvado do King Power Stadium? Neste campeonato das superstições, a mais popular, na cidade, tem um selo real. Em agosto de 2012, os arqueólogos descobriram os restos mortais do rei Ricardo III durante as escavações num parque de estacionamento no centro da cidade. Ricardo III morreu durante uma batalha em 1485 e foi enterrado na pequena igreja de Greyfriars. Os ossos deixavam adivinhar uma morte violenta na batalha que marcou o fim da Guerra das Rosas: pelo menos dez golpes, incluindo dois fatais no crânio (e outro com um toque humilhante, com a introdução de uma arma no orifício anal). O templo foi demolido no século XVI e a sua localização exata (bem como do triste túmulo real) acabou no esquecimento. A descoberta dos ossos e posterior confirmação da identidade — através de análise do ADN, entre outros fatores — entusiasmou a cidade. A transladação dos restos mortais para a catedral de Leicester, em março de 2015, foi acompanhada por milhares de pessoas nas ruas. Ricardo III repousa agora num túmulo imponente, com uma enorme cruz rasgada na pedra cinzenta. Depois do dia do enterro, o Leicester City perdeu apenas um jogo no campeonato de 2015 e salvou-se da descida. E em 2015/16 foi o que se viu. “A transladação trouxe um sentimento enorme de orgulho cívico”, explica o presidente do cabido, David Monteith.

UMA CIDADE GALVANIZADA

A cidade de Leicester (os ingleses dizem Less-ter) tem tradições no râguebi e no críquete, com equipas campeãs nacionais. Mas o único clube de futebol profissional de Leicester, fundado há 132 anos, nunca conseguiu melhor do que um segundo lugar no campeonato de 1929, mais umas presenças em finais da Taça de Inglaterra (todas perdidas) e da Taça da Liga (três vitórias). A cidade, a 140 quilómetros de Londres, não é particularmente atraente. Tem tão poucos pontos de interesse, aliás, que muitos guias turísticos simplesmente ignoram este centro urbano com cerca de meio milhão de habitantes, muitos deles imigrantes (ou filhos de imigrantes) asiáticos. O clube passou décadas num constante sobe e desce entre as divisões principal e secundária do futebol inglês (em 2009, o clube jogou, inclusive, na terceira divisão). Não surpreende, portanto, que a campanha da equipa ao longo da época de 2015/16 tenha criado uma onda de otimismo e de euforia crescente na cidade — uma onda que contagiou os jogadores para o triunfo mais improvável da história do desporto coletivo.

Abalo DE MAGNITUDE 0,3

O estádio do Leicester City — o King Power Stadium, inaugurado em 2002 — é um dos mais modernos da Premier League, mas parece ter sido construído sobre finas estacas de madeira. Quando a equipa marca (foram 32 golos, até agora, em 18 jogos da liga inglesa em casa) tudo abana. De tal forma que os comentadores da televisão britânica muitas vezes pedem desculpa aos telespectadores pelos solavancos nas imagens. O Estádio King Power começou por chamar-se Walkers Stadium, o nome do anterior sponsor do clube (Leicester tem a maior fábrica de batatas fritas do mundo: 800 toneladas de batata são transformadas diariamente em 11 milhões de pacotes da marca Walkers). King Power é o nome do controverso monopólio tailandês de lojas duty-free controlado pelo novo proprietário do clube, Vichai Srivaddhanaprabha. O milionário tailandês é um patrão generoso. Vichai gosta de oferecer cervejas e empadões aos adeptos no estádio. Os jogadores vão receber como prémio viagens para Las Vegas com um fundo de um milhão de libras para gastar nas mesas de casino. Só nesta época, Vichai gastou quase 320 mil euros em matracas de cartão que são colocadas sobre cada cadeira do King Power nos jogos em casa. Os cânticos e o constante matraquear transfiguram o ambiente do estádio, criando um chinfrim ensurdecedor. “Os adeptos transmitem uma eletricidade fantástica, desde o primeiro jogo”, diz o treinador Ranieri. Os estudantes de Geologia da Universidade de Leicester instalaram um sismógrafo na Hazel Community Primary School, uma escola primária perto deste estádio construído numa área comercial da cidade sem grande carácter. O sismógrafo faz parte de um programa educativo que visa explicar as ondas sísmicas aos alunos de nove ou dez anos. Mas eles divertem-se, sobretudo, a medir as ondas de sábado à tarde. Quando o argentino Leonardo Ulloa marcou o golo da vitória (1-0) aos 89 minutos do Leicester-Norwich de fevereiro passado, o estádio quase veio abaixo. O sismógrafo da escola registou um abalo recorde, com uma magnitude de 0,3.

CONTRA AS EXPECTATIVAS

As análises de pré-época condenavam o Leicester City à descida de divisão. Em 2014/15, a equipa passou grande parte da temporada na última posição e salvou-se da despromoção quase por milagre (e alguma inspiração: o Leicester conseguiu sete vitórias nas nove últimas jornadas da liga). As expectativas para 2015/16, portanto, não eram as melhores. Entre os especialistas do “The Times”, por exemplo, a opinião era quase unânime: seis dos oito comentadores de futebol do jornal garantiam, em agosto, que o Leicester seria definitivamente um dos últimos. As casas britânicas de apostas, tradicionalmente conservadoras (quem gosta de atirar dinheiro à rua?), estavam tão seguras nas suas previsões que ofereceram odds milionárias de 5000-1 a quem apostasse num Leicester City campeão nacional (uma aposta de uma libra receberia de volta essa mesma libra mais um prémio de cinco mil). Os génios das casas de apostas achavam que era menos improvável dar de caras com Elvis Presley (odds: 1000-1) ou encontrar o monstro de Loch Ness (500-1) do que ver o troféu da Premier League enfeitado com as cores azuis e brancas de Leicester.

Festa. Os adeptos 
do Leicester vivem um verdadeiro conto de fadas que nunca ousaram sonhar

Festa. Os adeptos 
do Leicester vivem um verdadeiro conto de fadas que nunca ousaram sonhar

LEON NEAL/AFP/Getty Images

Os bookmakers demoraram muito tempo a mudar de opinião. Em outubro ainda ofereciam odds de 1000-1 para a eventualidade de um Leicester City campeão. As odds baixaram para 100-1 em novembro, mas em janeiro ainda eram de 10-1. Só mesmo em abril é que a equipa foi dada como favorita. As contas furadas vão ficar caras. Uma das maiores casas de apostas, a Ladbrokes, por exemplo, revelou ter recebido pelo menos 50 apostas no Leicester City ainda antes do início da época. O prejuízo da Ladbrokes rondará os três milhões de libras. Prevê-se que o título do Leicester vai causar um rombo de pelo menos dez milhões à indústria das apostas.

UMA PONTINHA DE SORTE

Especialistas como o jornalista Simon Kuper ou o professor de Economia Stefan Szymanski — autores do clássico “Soccernomics” — demonstraram a relação direta existente entre os custos salariais suportados por cada clube de futebol e a respetiva posição na tabela classificativa. Os clubes mais ricos empregam os melhores jogadores porque têm capacidade para pagar os salários mais altos. Os clubes mais ricos, por isso, ganham mais vezes do que os outros. A história da Premier League confirma isso mesmo: entre 1992 e 2015, gigantes como Manchester United, Arsenal, Chelsea ou Manchester City conquistaram 22 das 23 edições disputadas (o outro título foi conquistado pelo Blackburn Rovers, em 1995, após enorme injeção de capital pelo mecenas local). Em 2015/16, o Leicester City tinha uma das folhas salariais mais baixas da Premier League. O clube ocupava a 17ª posição (entre 20) do ranking salarial e não deveria ambicionar, por isso — de acordo com a teoria do “Soccernomics” —, a muito mais do que um lugar na segunda metade da tabela da Premier League. Como se explica, então, o título de campeão? A sorte é certamente um elemento do jogo de futebol — uma bola que bate no poste e não entra, a lesão de um ou outro jogador importante, uma decisão infeliz do árbitro. Mas ao longo de uma temporada inteira, o peso desta imprevisibilidade — o peso destes fatores aleatórios que não podem controlar-se — acaba por se diluir. Os mesmos clubes, os mais ricos, acabam sempre por ganhar mais vezes do que os clubes menos ricos. Os jogadores do Leicester City tiveram sorte, talvez, com as lesões (apenas o suplente Jeffrey Schlupp foi obrigado a parar durante três meses, no inverno). O calendário, mais folgado, também ajudou. Ao contrário das equipas mais ricas, o Leicester não participou em competições europeias e fez poucos jogos nas taças domésticas. O Leicester teve sorte, ainda, com o facto de todos os clubes grandes terem fracassado ao mesmo tempo — algo que nunca acontecera antes e provavelmente nunca voltará a acontecer. Sorte, ainda, com o desconcerto que se viveu na gestão de tradicionais candidatos ao título como o Chelsea (treinador despedido), o Liverpool (treinador despedido), o United (treinador contestado) ou o Manchester City (futuro treinador anunciado a meio da época). Mas tudo isso não chegaria para transformar a equipa do Leicester City numa equipa campeã nacional. O Leicester City foi campeão porque fez muitos mais pontos do que a concorrência. Porque perdeu apenas três jogos em 36. Porque, simplesmente, foi melhor.

UNS PINGOS DE CLASSE

O título do Leicester desafia não apenas a lógica do dinheiro mas também muitas das teorias do futebol moderno. Desde 2003, quando começaram a recolher-se estatísticas oficiais de todos os jogos da Premier League, o campeão nacional tem sido sempre uma das equipas com mais posse de bola, com percentagens médias superiores a 55%. O registo do Leicester City em 2015/16 ronda os 42%, o segundo pior entre as atuais 20 equipas da liga inglesa. O Leicester City está igualmente na cauda dos rankings do número médio de passes por jogo e da eficácia do passe — estatísticas que são geralmente tidas como indicadoras da qualidade de uma equipa. “A época de 2015/16 marca o fim do futebol de posse [de bola] típico do chamado ‘tiki-taka’”, diz Graeme Souness, antiga estrela do Liverpool e treinador de futebol que passou pelo Benfica no final da década de 90. “O Leicester City é uma equipa de contra-ataque e não se importa que o adversário tenha mais posse de bola. Eles jogam a forma mais simples de futebol. Não precisam de 25 passes para chegar ao golo”, diz.

O Leicester City executa esse tipo de futebol direto com uma eficácia extrema. Para isso conta com um plantel extremamente unido e empenhado, salpicado aqui e ali com uns pingos de verdadeira classe. A equipa base está perfeitamente definida, desde o início da época. E raramente muda. A defesa é sólida e pragmática, com figuras como o capitão Wes Morgan ou o gigante alemão Robert Huth. O meio-campo é o pulmão da equipa, uma máquina incansável dominada pela energia do francês de origem maliana N’Golo Kanté — “NG”, como lhe chamam nos treinos. Kanté foi comprado no verão passado por 8,5 milhões de euros — uma pechincha para os padrões milionários da liga mais rica do mundo — e rapidamente se transformou numa das estrelas do campeonato. Ninguém faz mais cortes, mais tackles ou mais interceções do que ele em toda a Premier League. Kanté, disse o treinador Claudio Ranieri, parece ter pilhas alcalinas escondidas debaixo dos calções. Em março, o médio estreou-se pela selecção francesa. “Se a Terra estivesse em risco de ser atingida por um asteroide, tenho a certeza de que o Kanté iria a tempo de o intercetar”, tuitou há tempos Gary Lineker, antiga estrela do Leicester City e da seleção inglesa e atual apresentador do principal programa de futebol na BBC. O texto de Lineker (4,8 milhões de seguidores no Twitter) foi retuitado 13 mil vezes em menos de 24 horas. As duas outras figuras da equipa são pérolas descobertas em ligas menores da Inglaterra e da França pelo gabinete de prospeção do Leicester City. O avançado Jamie Vardy jogava numa equipa do quinto escalão do futebol inglês quando foi contratado, em maio de 2012, por 1,2 milhões de euros. Em 2015/16, ele é um dos maiores goleadores da Premier League (22 golos, até agora). No início da semana ele foi eleito Futebolista do Ano na votação realizada entre os jornalistas desportivos. “Vardy não é um futebolista – ele é um fantástico cavalo [de corrida]”, escreveu Ranieri num artigo publicado recentemente no website “The Players’ Tribune”. A história da vida de Jamie Vardy inclui problemas com a polícia e com os tribunais e um emprego numa fábrica de talas medicinais — um enredo perfeito para o livro biográfico que vai ser lançado ainda em 2016. Ele estreou-se, entretanto, na seleção inglesa e renovou o contrato com o clube, com um salário anual de mais de cinco milhões de euros. A pérola final é o franco-argelino Riyad Mahrez, contratado em janeiro de 2014 ao Le Havre, por meio milhão de euros. Mahrez soma 17 golos e quase uma dúzia de assistências na Premier League em 2015/16. Igualmente eleito como Futebolista do Ano (na votação feita pelos jogadores da liga), Mahrez tem a cotação em alta: ele vale pelo menos 20 milhões de euros, de acordo com os especialistas do site alemão “Transfermarkt”. O plantel inteiro do Leicester City, no entanto, está avaliado presentemente em meros 127 milhões de euros — uma migalha quando comparado com o valor dos plantéis de Manchester City (502 milhões), Chelsea (496) e Arsenal (440) ou mesmo de Benfica (171 milhões), Sporting (167) ou FC Porto (157).

AS PIZZAS DE CLAUDIO

No verão passado, Claudio Ranieri ocupava o topo da lista — elaborada pelos bookmakers britânicos — dos treinadores da Premier League com maiores probabilidades de despedimento a meio da época. A contratação do italiano, na altura com 63 anos, fora uma surpresa. “Claudio Ranieri. Really?”, tuitou na altura a antiga estrela Gary Lineker, com algum sarcasmo, para milhões de seguidores. O milionário tailandês Vichai Srivaddhanaprabha, proprietário do clube desde 2010, não perdoara as quebras de disciplina do técnico anterior, Nigel Pearson (numa digressão pela Tailândia, em 2015, três jogadores da equipa — incluindo James Pearson, filho do treinador — envolveram-se num escândalo racista com prostitutas tailandesas; os jogadores foram despedidos).

Heróis. O que o treinador italiano diz das suas estrelas: 1. Kanté: “Ele corria tanto que pensei que tinha baterias por debaixo dos calções” 2. Mahrez: “É um génio, é a nossa luz. Quando brilha todo o estádio se ilumina” 3. Vardy: “Não é um jogador de futebol. É um cavalo fantástico. Ele precisa estar livre no campo” 4. Schmeichel: “É um fantástico guarda-redes.Para mim nunca esteve na sombra do pai” 5. Wes Morgan: “É um jogador forte e um exemplo para todos”

Heróis. O que o treinador italiano diz das suas estrelas: 1. Kanté: “Ele corria tanto que pensei que tinha baterias por debaixo dos calções” 2. Mahrez: “É um génio, é a nossa luz. Quando brilha todo o estádio se ilumina” 3. Vardy: “Não é um jogador de futebol. É um cavalo fantástico. Ele precisa estar livre no campo” 4. Schmeichel: “É um fantástico guarda-redes.Para mim nunca esteve na sombra do pai” 5. Wes Morgan: “É um jogador forte e um exemplo para todos”

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O último cargo de Ranieri, à frente da seleção da Grécia — ele substituíra, em 2014, o português Fernando Santos —, chegou ao fim após quatro jogos desastrados, incluindo uma derrota humilhante, em casa, frente à seleção das Ilhas Faroé. Apesar de ter treinado clubes como Valência, Atlético de Madrid, Mónaco, Chelsea, Inter, Roma ou Juventus, Ranieri colecionou mais despedimentos do que títulos. Os troféus conquistados pelo italiano ao longo de uma carreira de quase três décadas (uma taça na Espanha, outra na Itália, duas Supertaças e pouco mais) cabem todos numa pequena prateleira — um facto que José Mourinho gostava de relembrar, com a elegância habitual, durante os frequentes bate-boca entre os dois técnicos no período em que ambos treinavam equipas italianas. “Toda a gente em Itália acha que [Ranieri] é muito simpático, educado, gentil. Mas, por favor, não o contratem para a minha equipa! Ele é um perdedor com um P maiúsculo”, explicou o jornalista italiano Tommaso Pellizzari, numa entrevista ao “Financial Times”. O sexagenário Ranieri, no entanto, triunfou onde menos se esperava — no Leicester City. Para isso contribuiu o facto de ser um clube inglês sem grandes exigências e com ambições modestas — o objetivo, no início da época, era simplesmente assegurar a manutenção na Premier League. Ao contrário do que aconteceu em épocas (e clubes) anteriores, o técnico italiano raramente mexeu na equipa. Ele soube aproveitar ao máximo a qualidade do plantel. O futebol típico de Ranieri, aliás — rápidos golpes de contra-ataque —, adaptou-se na perfeição ao tipo de jogadores disponíveis no Leicester City. Ele pediu empenhamento e espírito de equipa. Em troca deu folgas generosas aos jogadores, de pelo menos dois dias por semana. Claudio Ranieri é um treinador que costuma criar uma empatia natural com os jogadores e com os adeptos. Chora frequentemente. Distribui presentes de Natal. Faz apostas com os jogadores. Come pizzas com eles. O segredo do êxito em Leicester? “Tenho 26 jogadores na equipa, 26 cérebros diferentes — mas um só coração”, escreveu ele no texto publicado no website “The Players’ Tribune”. Finalmente funcionou.

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