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Escolas e Federações têm papel fundamental no desenvolvimento do desporto paralímpico

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PEDRO NUNES / LUSA

“As Federações, uma a uma, estão a perceber que devem entrar no movimento paralímpico”, disse Marcelo Rebelo de Sousa este sábado, após visitar cada um dos campos de jogos que animaram as Comemorações do Dia Paralímpico, no Terreiro do Paço, em Lisboa

O Presidente da República considerou este sábado que as escolas e as federações têm um papel “muito importante” a desempenhar no movimento paralímpico, que nos últimos anos tem multiplicando o número de participantes e obtido medalhas para Portugal.

“As federações, uma a uma, estão a perceber que devem entrar no movimento paralímpico”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, após visitar cada um dos campos de jogos que animaram as Comemorações do Dia Paralímpico, no Terreiro do Paço, Lisboa.

O Presidente da República referiu também que, por todo o país, tem crescido o número de jovens que passaram a fazer desporto paralímpico nas escolas e não se deve só falar desta modalidade quando os atletas paralímpicos chegam ao aeroporto e “de repente se descobre” que elas ganharam uma série de medalhas, sendo “um exemplo da representação de Portugal no mundo”.

Acompanhado do presidente do Comité Paralímpico de Portugal e do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Marcelo contactou com os desportistas paralímpicos das diversas modalidades que integram o evento que tem como objetivo sensibilizar o público em geral para a importância da inclusão através do desporto, bem como para a participação dos atletas portugueses nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

O movimento teve como embaixadoras as jornalistas Sara Antunes de Oliveira, da SIC, e Isabel Silva, da TVI, para incentivar os visitantes a experimentarem 20 modalidades paralímpicas e surdolímpicas, aderindo a uma iniciativa que pretende dar a conhecer o esforço e o espírito de superação dos atletas paralímpicos e a eliminar o preconceito muitas vezes associados a estes atletas.

  • Desporto para todos?

    Quando António Botelho se iniciou no basquetebol em cadeira de rodas, não havia técnica, não havia federação, nem sequer treinadores especializados. Foi no meio de tanta informalidade que participou na estreia de Portugal nos Jogos Paralímpicos, em 1972. Hoje já muito mudou no desporto adaptado, mas há dificuldades que ainda resistem – num país onde o número de atletas federados tem vindo a diminuir drasticamente (eram 1.654 em 2014), bem como o financiamento. Este é o 27.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições