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Michel Platini vai renunciar à presidência da UEFA

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Getty

Decisão foi anunciada pelos advogados do francês esta segunda-feira de manhã, pouco depois de Tribunal Arbitral do Futebol recusar anular suspensão ditada por comité da FIFA por “pagamentos desleais”

O Presidente da UEFA anunciou esta segunda-feira que vai renunciar ao cargo após o Tribunal Arbitral do Desporto (CAS, na sigla inglesa) ter recusado anular a proibição de envolvimento em atividades futebolísticas que foi ditada pela FIFA no ano passado por causa de "pagamentos desleais" que recebeu em 2011.

Apesar de não anular a suspensão, o CAS reduziu de seis para quatro anos o período em que o francês, de 60 anos, estará barrado de qualquer envolvimento em atividades futebolísticas. Após o anúncio da decisão esta manhã, Michel Platini disse que vai demitir-se do cargo de direção da União das Federações Europeias de Futebol. "Platini anuncia por este meio que vai resignar ao cargo de presidente da UEFA no próximo congresso da organização", informaram os seus advogados em comunicado, pouco depois de o CAS proferir a sentença.

Tal como o presidente da FIFA, Sepp Blatter, Platini viu-se envolvido num escândalo de violações éticas no ano passado por causa de "pagamentos desleais" no valor de 2 milhões de francos suíços (1,58 milhões de euros) que lhe foram feitos.

Os dois homens fortes do futebol foram inicialmente sentenciados a oito anos de suspensão por causa desses pagamentos, mas um comité de recursos da FIFA reduziu a pena para seis anos no ano passado, altura em que Platini prometeu levar o caso ao CAS.

O painel de três juízes do tribunal de arbitragem declarou esta manhã que "não ficou convencido da legitimidade do pagamento" que recebido por Platini há cinco anos. Tanto o francês como Blatter falam numa retribuição financeira ao atual presidente da UEFA por serviços de consultoria que prestou entre 1998 e 2002, sob um "acordo de cavalheiros" que firmaram quanto à data para saldar esse valor.

No mês passado, Platini surgiu citado no caso Panama Papers, um escândalo de evasão fiscal denunciado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, do qual o Expresso é parceiro. Em reação às notícias, os seus advogados garantiram que tem a situação fiscal totalmente regularizada.