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“Poker” de Nico Rosberg no GP da Rússia

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Não parece difícil antever que este será o ano em que Nico Rosberg igualará o feito do pai, Keke Rosberg, campeão em 1982 ao volante de um Williams/Cosworth

Apesar da espectacular recuperação, que o levou do décimo lugar da grelha ao segundo da classificação, o inglês Lewis Hamilton (Mercedes) está já a 47 pontos do seu colega de equipa e não parece difícil antever que este será o ano em que Nico Rosberg igualará o feito do pai, Keke Rosberg, campeão em 1982 ao volante de um Williams/Cosworth.

A exemplo do que sucedera nas corridas anteriores, o GP da Rússia, realizado em Sochi, não teve grande história, com Nico Rosberg a arrancar da “pole” e a assumir o comando, enquanto o finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari) surpreendia o seu compatriota Valtteri Bottas (Williams/Mercedes).

Atrás gerava-se a confusão. Primeiro, foi o russo Daniil Kvyat (Red Bull/TAG Heuer) que tocou no alemão Sebastian Vettel (Ferrari), que por sua vez acertou no australiano Daniele Ricciardo (Red Bull/TAG Heuer). Quando, passada a primeira curva, tudo parecia resolvido, o russo voltou a acertar no alemão, que foi projetado para o muro de proteção e lá ficou, à espera que o “safety car” entrasse em pista e retirasse o Ferrari do local do embate.

Entretanto, mais à frente, e ainda na volta de abertura, o alemão Nico Hulkenberg (Forde India Mercedes) “tocou” no seu colega de equipa, o mexicano Sergio Perez, com o malaio Rio Haryanto (Manor/Mercedes), o que fez com que Nico Hulkenberg e Rio Haryanto se juntassem de imediato a Sebastian Vettel no lote dos desistentes.

De toda a confusão beneficiou Lewis Hamilton, que terminou a primeira volta em quarto lugar, atrás de Nico Rosberg, Valtteri Bottas e Kimi Raikkonen, que tinha surpreendido o seu compatriota, no reínicio da corrida, para pouco depois ser ultrapassado pelo inglês.

Ao ver que não conseguia suplantar o piloto da Williams em pista, Lewis Hamilton antecipou a paragem na “box” para trocar de pneus, mas Valtteri Bottas, que fez o mesmo na volta seguinte, manteve o segundo lugar, que perderia de forma definitiva duas voltas mais tarde. Kimi Raikkonen, que parou quatro voltas depois do seu compatriota, conseguiu ultrapassá-lo e ocupar o derradeiro lugar do pódio.

De assinalar o excelente comportamento dos McLaren/Honda que, pela primeira vez, terminaram os dois nos pontos, com o espanhol Fernando Alonso a ser sexto e o inglês Jenson Button décimo. Notável foi também o facto de o finlandês Kevin Magnussen (sétimo) ter dado à Renault os primeiros pontos do “Mundial”.

Classificação – 1.º, Nico Rosberg (Mercedes MGP W07/Mercedes), 54 voltas (309,745 km), em 1.32’41,997” (200,482 km/h); 2.º, Lewis Hamilton (Mercedes MGP W07/Mercedes), a 25,022”; 3.º, Kimi Raikkonen (Ferrari SF16-H/Ferrari), a 31,998”; 4.º, Valtteri Bottas (Williams FW38/Mercedes), a 50,217”; 5.º, Felipe Massa (Williams FW38/Mercedes), a 1’14,427”; 6.º, Fernando Alonso (McLaren MP4-31/Honda), a 1volta; 7.º, Kevin Magnussen (Renault RS16/Renault), a 1 volta; 8.º, Romain Grosjean (Haas VF16-Ferrari), a 1 volta; 9.º, Sergio Perez (Force India VJM09/Mercedes), a 1volta; 10.º, Jenson Button (McLaren MP4-31/Honda), a1 volta; 11.º, Daniel Ricciardo (Red Bull RB12/TAG-Heuer), a 1volta; 12.º, Carlos Sainz (Toro Rosso STR11/Ferrari), a 1 volta; 13.º, Jolyon Palmer (Renault RS16/Renault), a 1 volta; 14.º, Marcus Ericsson (Sauber C35/Ferrari), a 1volta; 15.º, Daniil Kvyat (Red Bull RB12/TAG-Heuer), a 1 volta; 16.º, Felipe Nasr (Sauber C35/Ferrari), a 1 volta; 17.º, Esteban Gutierrez (Haas VF-16/Ferrari), a 1volta; 18.º, Pascal Wehrlein (Manor MRT05/Mercedes), a 1 volta.

Classificações dos Mundiais, depois da prova russa:

PILOTOS – 1.º, Nico Rosberg, 100 pontos; 2.º, Lewis Hamilton, 57; 3.º, Kimi Raikkonen, 43; 4.º, Daniel Ricciardo, 36; 5.º, Sebastian Vettel, 33; 6.º, Felipe Massa, 32; 7.º, Romain Grosjean, 18; 8.º, Daniil Kvyat, 21; 9.º, Valtteri Bottas, 19, 10.º, Max Verstappen, 13; 11.º, Fernando Alonso, 8; 12.º, Nico Hulkenberg, Kevin Magnussen, 6; 14.º, Carlos Sainz, 4; 15.º, Sergio Perez, 2; 16.º, Stoffel Vandoorne, Jenson Button, 1

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes AMG Petronas F1 Team, 157 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari, 76; 3.º, Infiniti Red Bull Racing, 57; 4.º, Williams Martini Racing, 51; 5.º, Haas F1 Team, 22; 6.º, Scuderia Toro Rosso, 17; 7.º, McLaren Honda, 10; 8.º, Sahara Force India F1 Team, 8; 9.º, Renault Sport F1 Team, 6

Próxima prova – GP de Espanha, no traçado de Montmeló (Barcelona), dia 15 de maio.