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Sporting processa Rui Gomes da Silva, Jaime Antunes e Doyen

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Clube de Alvalade acusa o vice-presidente dos encarnados e o ex-candidato à presidência do clube da Luz de proferirem declarações “suscetíveis de produzir um impacto direto relevante sobre a Sporting SAD”. Acusa ainda a empresa desportiva de quebrar o segredo de justiça

O Sporting vai processar Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, Jaime Antunes, ex-candidato à liderança dos clube da Luz, e o fundo Doyen Sports, intermediária na venda de Marcos Rojo ao Manchester United. Esta quarta-feira, em comunicado, o leões acusaram os benfiquistas de fazerem declarações prejudiciais para o clube de Alvalade e a empresa de quebrar o segredo de justiça.

“A Sporting Clube de Portugal , Futebol SAD, irá apresentar para os efeitos que julgue conveniente e às autoridades competentes, nomeadamente à CMVM e aos tribunais, a factualidade descrita nos pontos anteriores deste comunicado para que as mesmas ajam em conformidade”, lê-se no comunicado divulgado na página oficial do clube.

Sobre Rui Gomes da Silva e Jaime Antunes, o documento refere que foram proferidas declarações “suscetíveis de produzir um impacto direto relevante sobre a Sporting SAD e sobre os valores mobiliários por si emitidos, bem como sobre o respetivo preço, constituindo a sua divulgação um ilícito muito grave nos termos do CMVM” e que existiram “tentativas de desestabilização”.

Já sobre a Doyen, o Sporting acusa o fundo desportivo de “ir a terreno com um comunicado” “beneficiando do clima meticulosamente criado [por Rui Gomes da Silva e Jaime Antunes]” e de fazer “referência a um caso ainda em Tribunal”, o que “constitui uma violação flagrante do segredo de justiça”.

A troca de acusações surge na sequência do processo opõe o Sporting ao fundo Doyen Sports. Em causa está a transferência do argentino Marcos Rojo para o Manchester United, uma venda que foi fechada por 20 milhões de euros, 16 dos quais eram reclamados pela Doyen.

Fazendo as contas: o Sporting recebeu 20 milhões de euros pela transferência; quatro destes foram entregues ao Spartak de Moscovo, clube onde Rojo jogava antes de chegar a Alvalade; a Doyen recebeu outros três; e para os cofres dos verdes e brancos ficou um total de 13 milhões de euros.

O problema é que a Doyen argumenta que deveria ter recebido 75% do capital financiado na transferência de Rojo para o Sporting, o que, aplicado ao valor pago pelos ingleses, equivale a 16 milhões de euros, um número bastante superior aos 3 milhões que recebeu.

O Sporting declarou entretanto a nulidade do acordo com a empresa de fundos relativamente à transferência do jogador argentino, argumentando que a Doyen terá interferido no processo e “violado sistematicamente” o acordo, além de ter alegadamente “ameaçado o Sporting”. No entanto, o Tribunal Arbitral do Desporto decidiu a 18 de abril dar razão à empresa de fundos contra a qual Bruno de Carvalho se tem batido.