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WTCC: Todos contra a Citroen

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Face ao domínio exercido pela Citroen nos últimos dois anos, a questão em aberto para a edição 2 016 do WTCC (Campeonato do Mundo de Carros de Turismo) é a de saber quem vai pôr em causa o domínio da marca francesa

Vencedora de 38 das 48 corridas efetuadas nos dois últimos anos, os únicos em que esteve envolvida no campeonato, a Citroen parte como favorita, apesar de ter reduzido o número de carros oficiais a dois, entregues ao campeão em título, o argentino Jose Maria Lopez, e ao piloto francês, Yvan Muller, que mais títulos conquistou (quatro).

Conta, ainda, com o reforço de dois carros, os da equipa criada por Sébastien Loeb, mas não parece crível que o francês Gregoire Demoustier e o marroquino Mehdi Bennani possam ter papel relevante na discussão das vitórias e do título.

Mas o facto de ser este o último ano em que a Citroen vai estar presente, a nível oficial, no campeonato, porque para o ano regressará, em força, ao WRC (Campeonato do Mundo de Ralis), deixa antever que a evolução dos carros não será tão intensa e isso poderá contribuir para que o equilíbrio seja maior do que o verificado nos dois últimos anos.

A exemplo do que tem sucedido nos anos anteriores, a Honda deverá assumir o papel de principal adversário, com a marca nipónica a ter feito evoluir o Civic e a contar com o inglês Robert Huff e o húngaro Norbert Michelisz que se juntam ao português Tiago Monteiro na defesa das cores da marca nipónica.

Despedido da Honda, o italiano Gabriele Tarquini encontrou lugar na Lada onde terá a companhia do holandês Nick Catsburg e do francês Hugo Valente, com a enorme experiência do italiano a poder contribuir para uma significativa evolução do carro da marca russa, que quer estar na discussão das vitórias e dos títulos.

Novidade é a estreia da Volvo, que apresenta dois S60, preparados pela Polestar, a divisão desportiva da marca sueca, que pretende estender ao WTCC os sucessos alcançados na Suécia e na Austrália.

Para além disso o “safety car”, que será, uma vez mais, guiado, pelo português Bruno Correia, será um Volvo S60, derivado de série e preparado pela Polestar.
Completam a lista de principais participantes, os Chevrolet Cruze do holandês Tom Coronel e do francês John Filippi, que procurarão aproveitar os erros dos favoritos.

Em termos de competição surgem algumas novidades, a começar pelo facto de a segunda corrida ser mais extensa do que a primeira, com mais uma volta em todos os traçados com exceção do Nordschleif.

Ao contrário do que sucedeu o ano passado, a qualificação, que mantêm as mesmas três fases, define a grelha de partida para a segunda corrida, com os dez primeiros a alinharem pela ordem inversa para corrida inaugural, situação inversa ao que aconteceu em 2015.

Terminada a qualificação, segue-se o MAC3, uma inovação que segue o sistema dos contrarrelógio por equipas existente no ciclismo.

Três carros da mesma marca, o que coloca a Volvo de fora, vão estar em pista, ao mesmo tempo, para cumprirem duas voltas ao traçado, com o tempo a começar a contar quando o primeiro carro passar na meta e a terminar quando o último o fizer duas voltas depois.

A marca vencedora contabilizará 10 pontos, a segunda oito e a terceira seis, havendo a esperança que não seja um “flop”, como foi a alteração da qualificação na F1…