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O “presidente-adepto” recandidata-se à liderança do Sporting

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André Kosters / LUSA

No dia em que fez três anos à frente da estrutura dos “leões”, Bruno de Carvalho anunciou a recandidatura à liderança do clube. Segundo o presidente leonino, “o Sporting Clube de Portugal precisa de estabilidade”, tanto na direção como na equipa técnica

Da sala da direção ao banco de suplentes, Bruno de Carvalho tem sido um verdadeiro “presidente-adepto” em Alvalade. A situação é pouco comum no futebol português mas garante-lhe popularidade. E no domingo em que assinalou o seu terceiro aniversário à frente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho garantiu que quer mais.

Em entrevista dada ao jornal “A Bola”, o dirigente dos “leões” afirmou que se irá recandidatar à liderança do Sporting Clube de Portugal. Segundo Bruno de Carvalho, a decisão surge motivada por um desejo de estabilidade no topo da estrutura do clube de Alvalade.

“O Sporting Clube de Portugal necessita de estabilidade: basta ver o que se passa noutros clubes”, diz Bruno de Carvalho, lembrando os casos dos “rivais” FC Porto e Benfica. “O FC Porto tem o mesmo presidente há quase 34 anos, o Benfica há 12 anos. A estabilidade é fundamental e prescindir dela seria interromper o crescimento de um ciclo vitorioso que já se iniciou no Sporting Clube de Portugal.”

Da mesma forma que já pede aos adeptos o apoio a um novo mandato, o presidente leonino reitera ainda que a estabilidade é igualmente importante na equipa técnica. E que, por isso, a permanência de Jorge Jesus não está pendente na conquista do título nacional.

“Seria completamente descabido reduzir o melhor treinador da Liga portuguesa e um dos mais cotados do mundo a um troféu”, reiterou, entre elogios rasgados ao técnico. “Jorge Jesus devolveu a alma à nossa equipa de futebol, devolveu a mística vencedora aos nossos atletas e a todos os que envolvem o futebol. Este é o treinador que queremos para nos acompanhar neste processo de solidificação e crescimento que nos fará ser campeões de forma regular.”

Ainda sobre Jesus, Bruno de Carvalho garante que é, na visão para o clube, é muito mais o que os une do que separa. “Já o tenho dito, [Jorge Jesus] é a pessoa que encontrei neste mundo do futebol com maiores afinidades comigo em termos de hábitos de trabalho, de cultura de exigência e de ambição ganhadora.”

Três anos de “permanente incomformismo”

Na mesma entrevista, o presidente dos leões passou em revista o mandato à frente do clube. E apesar da relutância em fazer balanços - “dão a ideia de que nos satisfazemos com o que já foi feito”, disse - o presidente definiu os últimos três anos de Sporting em duas palavras: “permanente inconformismo”.

Sobre os pontos altos do mandato, Bruno de Carvalho não hesitou. “O maior orgulho que é possível ter até agora é ter devolvido aos muitos milhões de sportinguistas em Portugal e no mundo, justamente, o orgulho de serem do Sporting”, afirmou, dando como exemplos a restruturação financeira do clube, os fortes resultados desportivos nas modalidades e a construção - ainda em curso - do pavilhão João Rocha.

Já quando questionado sobre a maior desilusão, o presidente aponta como exemplo principal os “jogos de bastidores” no mundo do futebol. “É pior do que se possa imaginar, o quanto se joga fora das quatro linhas”, revelou o dirigente dos leões. Por agora, promete manter-se irredutível, nas suas ideias como na forma muito caraterística de as defender. “Nunca me calarei na defesa da verdade desportiva e em prol da dignificação e credibilização para o futebol.”

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