Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

Morreu um dos grandes: Johan Cruyff, 1947-2016

  • 333

STAFF / Getty

Jogador genial, imprevisível, liderou a ‘laranja mecânica’ até à final do Campeonato do Mundo, em 1974, e brindou o Ajax e o Barcelona com o doce sabor da vitória nos palcos maiores do futebol europeu

Chegou o dia de dizer adeus a um dos grandes do futebol mundial. Aos 68 anos, o homem que conquistou três bolas de ouro, em 1971, 1973 e 1974 e em 1999 foi considerado um dos melhores jogadores do século XX, morreu esta quinta-feira. De cancro do pulmão.

“Neste dia 24 de março de 2016, Johan Cruyff (68) faleceu em Barcelona, rodeado pela sua família dspois de um duro combate contra o cancro. Pedimos, com grande tristeza, que se respeite a privacidade da família neste momento de dor”, pode ler-se no seu site oficial.

Nascido a 25 de abril de 1947 em Amesterdão, Holanda, destacou-se ao serviço do Ajax e do Barcelona. E da célebre ‘laranja mecânica’, a seleção nacional do seu país que, em 1974, ajudou a chegar à final do Campeonato do Mundo na Alemanha, que acabaria por perder por 2-1 frente à seleção da casa.

Mas no seu longo currículo não lhe faltam vitórias. Com a camisola do Ajax vestida (entre 1964 e 1973) ergueu em três épocas consecutivas outras tantas taças europeias. E transferiu-se para o FC Barcelona, onde, na qualidade de treinador entre 1988 e 1996, conquistou, em 1992, a primeira Liga dos Campeões do clube catalão.

Cruyff ficará ainda na história do futebol por ter desenvolvido, nas épocas em que treinou o Barcelona, um novo sistema de jogo, conhecido como “futebol total”, caracterizado pela rotação dinâmica dos jogadores pelas diversas posições em campo e por privilegiar a posse de bola e o ataque em detrimento da defesa.

Fumador durante vários anos, em outubro do ano passado revelou ao mundo que tinha um cancro do pulmão. Deixou o tabaco em 1991, ano em que lhe foram colocados dois bypasses. Nos anos seguinte protagonizou uma campanha antitabágica.

“Na minha vida tive dois grandes vícios: fumar e jogar futebol. O futebol deu-me quase tudo na vida, ao contrário, fumar quase a tirou”, era o lema da campanha protagonizada por Cruyff.

d.r.