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Alonso, o sobrevivente incrível: “Gastei uma das vidas que me restavam”

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Piloto espanhol de Fórmula 1 e o seu rival mexicano Esteban Gutiérrez escaparam ilesos a colisão que interrompeu a corrida na 17ª volta ao circuito de Melbourne

“Arrepiante” e “brutal” foram dois dos adjetivos mais usados para classificar o acidente de extrema violência que, na madrugada deste domingo, envolveu os pilotos de Fórmula 1 Fernando Alonso (McLaren) e Esteban Gutiérrez (Haas), no Grande Prémio da Austrália, o primeiro do Mundial de 2016.

“Estou consciente de que gastei hoje uma das vidas que me restavam”, declarou o duas vezes campeão de espanhol de Fórmula 1 (em 2005 e 2006) após o acidente na 17ª das 58 voltas que compõem o circuito de Melbourne, que forçou a interrupção da corrida.

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“Quero agradecer à McLaren, à FIA [Federação Internacional do Automóvel] pela segurança atual dos monolugares. Aos meus companheiros e aos adeptos pela preocupação mostrada e apoio incondicional”, acrescentou Alonso nas redes sociais.

O mexicano Gutiérrez também reagiu no Twitter à colisão dos dois veículos. “Corridas temos muitas, mas vida temos apenas uma... Agradeço a Deus por estarmos todos bem.”

O estado do carro de Fernando Alonso, após o violento acidente no GP da Austrália. No fundo, o carro de Guiérrez - também envolvido na colisão - saiu quase intacto

O estado do carro de Fernando Alonso, após o violento acidente no GP da Austrália. No fundo, o carro de Guiérrez - também envolvido na colisão - saiu quase intacto

SRDJAN SUKI / EPA

O acidente deu-se quando o carro de Alonso embateu no de Gutiérrez durante uma tentativa de ultrapassagem perto da terceira curva, com o pneu dianteiro direito do veículo do espanhol a enfaixar-se na roda traseira esquerda do carro do mexicano. O despiste deu-se a uma velocidade de 310 km/h, mas ambos os pilotos saíram ilesos da violenta colisão.

A colisão e consequente despiste dos dois pilotos já relançou o debate sobre os mecanimos de segurança da Fórmula 1, em particular sobre o uso do halo, o protetor do cockpit que a FIA pretende implementar na próxima época para evitar mortes trágicas como as dos pilotos Ayrton Senna e Roland Ratzenberger no Grande Prémio de San Marino, em 1994.