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Desporto

PT quer conteúdos desportivos essenciais sem exclusividade

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HUGO DELGADO / LUSA

O presidente-executivo da empresa, Paulo Neves, garante que a PT não quer “privar ninguém” dos conteúdos desportivos e sublinha que se estes forem considerados essenciais “serão disponibilizados a quem os queira”

O presidente executivo da PT Portugal afirmou que a operadora pretende, numa "ótica de não exclusividade", os conteúdos de desporto que sejam considerados essenciais e sublinhou que a empresa não pretende "privar ninguém" dos mesmos.

"Os conteúdos de desporto que sejam essenciais, não os queremos só para nós, queremos numa ótica de não exclusividade, de não discriminação", afirmou Paulo Neves, num jantar-debate organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, esta quinta-feira em Lisboa.

"Se [os conteúdos desportivos] são considerados essenciais, serão disponibilizados a quem os queira, não queremos privar ninguém de ter acesso", disse, recordando que a PT Portugal, através da Meo, tem alguns direitos no desporto.

Para o presidente executivo da empresa, os conteúdos são "parte integrante daquilo que é a solução" para o cliente. "Os conteúdos são para nós importantes e queremos estar na cadeia de valor para os conteúdos, distribuição, eventualmente com os direitos, e mais tarde na produção, não pomos fora de questão", disse.

Relativamente à disputa de operadoras pelos conteúdos desportivos, Paulo Neves afirmou não ver "guerra nenhuma" nesta área e reiterou a ótica de "não exclusividade" relativamente a conteúdos considerados essenciais. Da mesma forma, considera que o Porto Canal - cujo serviço foi cortado à NOS pela Meo - não é um exclusivo da operadora, que tem os direitos sobre o mesmo desde janeiro.

Sobre a oferta de pacotes de telecomunicações low-cost [baixo custo], que a reguladora Anacom defende, Paulo Neves disse ter "alguma dificuldade" em entender que tipo de ofertas são, isto porque "Portugal não peca por falta de ofertas". "Temos um conjunto de ofertas para responder a todas as necessidades", acrescentou.

O responsável da PT salientou ainda, no que respeita ao alargamento da rede de fibra ótica aos Açores e Madeira, que "não há portugueses de primeira ou de segunda" e que a PT Portugal quer "que todos os portugueses tenham acesso" à rede da operadora de telecomunicações do grupo Altice.

Acerca da tecnologia de quinta geração (5G), a PT Portugal está "atenta" e a trabalhar através da Altice Labs. No entanto, vaticinou que ainda haverá um "período muito longo" até que essa tecnologia esteja disponível no mercado, em "2020, se calhar". Para o gestor, vai ser um "caminho longo até haver soluções 5G".

Ainda sobre eventuais clientes que tenham saído da operadora, Paulo Neves está tranquilo. "Não sei se perdi grandes clientes, não perdemos um único cliente grande para a concorrência".