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França simula ataque terrorista para testar segurança do Euro2016

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Bernard Cazeneuve, ministro do Interior de França

LAURENT DUBRULE / EPA

Governo francês anunciou que irá simular um ataque terrorista a 17 de março, em Nîmes, contra adeptos de futebol, simulacro integrado na operação de segurança do Europeu deste verão

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O ministro do Interior francês Bernard Cazeneuve anunciou esta segunda-feira na Assembleia Nacional que as forças de segurança mobilizadas para o Campeonato da Europa, a realizar em França de 10 de junho a 10 de julho, vão proceder a um simulacro de ataque terrorista contra uma “fan zone”, em Nîmes, cidade que não é uma das sedes da prova.

A operação está prevista para 17 de março e faz parte dos testes no terreno dos planos de segurança da competição, a disputar em 10 cidades francesas por 24 seleções europeias, entre as quais a portuguesa, liderada por Fernando Santos. No dia anterior ao simulacro, o ministro do Interior irá reunir com os responsáveis dos serviços de segurança que, por indicação da UEFA, reforçaram em 15% os números de efetivos de segurança privada.

Para cada jogo do torneio serão escalonados 900 agentes de segurança, num total de 10 mil efetitvos mobilizados para o evento, além do dispositivo policial fora dos estádios e nos centros de estágio das equipas.

Segundo Jacques Lambert, do comité organizador do Euro2016, os perímetros de vigilância de acesso aos estádios foram também alargados, rejeitando à partida a opção por jogos à porta fechada, salvo em casos excecionais. A UEFA já adiantou que os jogos sem público acontecerão um dia depois de eventuais cancelamentos devido à ameaça de ataques terroristas, possivelmente num estádio alternativo.

O estado de emergência nacional vigente desde os ataques de 13 de novembro do ano passado em Paris, que causou 130 mortos e dezenas de feridos, foi prolongado pelo menos até maio.