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Sporting de Braga-FC Porto. Avermelhou

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Casillas foi mal batido no terceiro golo do Sporting de Braga

MIGUEL RIOPA

FC Porto perdeu a oportunidade de se aproximar dos rivais ao perder em Braga, por 3-1

Quem só tivesse visto os primeiros 30 minutos do Sporting de Braga-FC Porto dificilmente adivinharia outro desfecho que não o que permitisse ao 3º classificado ficar a um e a três pontos de Sporting e Benfica, respetivamente.

É que a equipa de José Peseiro, esta noite com André André como extremo direito (no lugar de Corona) para ajudar no meio e ganhar superioridade sobre a dupla central bracarense Mauro-Luiz Carlos (com o Braga disposto em 4-4-2, como habitualmente), entrou bem melhor em campo do que a de Paulo Fonseca.

Instalado no meio-campo do Braga, com mais posse de bola, o FC Porto assustou Marafona, primeiro, com um desvio subtil de Suk que acabou em canto e, depois, com um livre direto de Brahimi que acabou no poste.

Só que, à meia-hora de jogo, o Braga acordou - e equilibrou. Rafa veio da esquerda para o meio e fez o primeiro remate perigoso da equipa e, alguns minutos depois, Hassan mandou a bola ao poste com um chapéu a Casillas, e Maxi evitou, sobre a linha de golo, que a recarga de Rafa entrasse.

Ambos os lances não só marcaram o reaparecimento do Sporting de Braga, como a desorientação dos portistas, incluindo o treinador: José Peseiro foi expulso por reclamar com Carlos Xistra (quase sempre equivocado, até nas decisões mais simples) uma aparente falta de Hassan sobre Danilo.

Na 2ª parte, o jogo manteve-se equilibrado e sem grandes oportunidades de golo, até Marcano meter os pés pelas mãos e falhar o corte de um cruzamento de Djavan. Hassan agradeceu o presente e fez o 1-0.

O FC Porto, já com Corona e Marega nos lugares de André e Rúben Neves, procurou intensificar os ataques, mas o adiantamento da equipa criou mais espaço para as transições rápidas dos bracarenses, com Rafa, isolado perante Casillas, a mandar a bola ao poste.

Numa das poucas desatenções da organização defensiva do Braga, aos 85 minutos, o FC Porto fez o 1-1. Brahimi cruzou, Herrera recebeu isolado - a defesa ficou estática, julgando o mexicano em fora de jogo - e falhou o remate, mas Maxi marcou na recarga.

Depois, tudo correu mal ao FC Porto: Djavan fugiu à defesa e ofereceu o 2-1 a Rafa; Indi foi expulso; e Casillas saiu de forma disparatada da baliza, oferecendo o 3-1 a Alan. E os portistas perderam a oportunidade de voltar à luta pelo título. Há fins de semana assim: vermelhos.

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