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Preferência por futebolistas estrangeiros está em queda em Portugal

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Renato Sanches é uma das estrelas da nova geração de talentos portugueses

HUGO DELGADO / LUSA

Estudo do Sindicato dos Jogadores revela que o Belenenses é o clube com mais portugueses, Estoril e FCP estão no polo inverso

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O Sindicado dos Jogadores Profissionais de Futebol revelou esta sexta-feira que a preferência por futebolistas estrangeiros está em queda em Portugal. Na primeira volta da I Liga, os forasteiros ainda ganharam aos nacionais por 52% contra 48%, enquanto na II Liga a vantagem dos portugueses já é de 58%,

Na avaliação aos jogadores utilizados até meio da época em curso, a principal conclusão é que atração pelos jogadores de além-fronteiras tem vindo a perder força, agora com um diferencial de apenas quatro pontos percentuais na I Liga entre estrangeiros e jogadores nacionais, metade do registado em 2014/2015 (54% contra 46%). Na II Liga, agora patrocinada pelos chineses da Ledman, a aposta maior ainda vai para os profissionais da 'casa', com uma utilização de 58% de portugueses, apesar de ter registado um aumento de 5% de atletas vindos de outras paragens em relação à temporada passada.

A tendência para uma menor aposta em jovens jogadores mantém-se enraizada na I Liga, onde os sub23 representam apenas 34% dos convocados, a faixa etária utilizada em 50% dos jogos do campeonato secundário.

Entre os grandes, a equipa de Jorge Jesus foi aquela que exibiu uma maior paridade (sete jogadores) entre portugueses e estrangeiros, a mesma de Nacional e Arouca. A equipa mais portuguesa é a do Belenenses (13 nacionais), seguida do Paços de Ferreira (11), Setúbal (10), Guimarães e Académica (9).

O FC Porto da era Lopetegui e herdado por José Peseiro (três portugueses) foi, a par do Estoril, o paraíso dos estrangeiros, enquanto Benfica, Tondela, Moreirense e Marítimo recorreram a cinco portugueses, menos um do que o Boavista, Rio Ave e União da Madeira.