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Sporting of Portugal, Bayer of Champions

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José Sena Goulão/ Lusa

O Sporting foi derrotado em Alvalade pelo Bayer Leverkusen e comprometeu seriamente as hipóteses de passar aos oitavos de final da Liga Europa

Há quem diga que os adeptos do Sporting são os melhores da Europa e esta noite, em Alvalade, eles bem fizeram por isso: logo no início do jogo, mostraram um enorme lençol com a inscrição "Sporting of Portugal" - na sequência de uma campanha do clube nas redes sociais a explicar que o Sporting não é de Lisboa (#NotSportingLisbon), é de Portugal (bom, isto cria outra discussão em volta dos nomes Vitória Futebol Clube e Vitória Sport Clube, que é como quem diz Vitória de Setúbal e Vitória de Guimarães, respetivamente - mas já divago).

De facto, esta noite, o Sporting foi apenas e só de Portugal, e nunca quis ser da (Liga) Europa. Como já tem sido habitual, Jorge Jesus desvalorizou a importância da prova europeia, por comparação com a Liga nacional, não só na antevisão do jogo mas no onze titular: dois dos mais influentes jogadores do jogo do Sporting, Adrien e Slimani, ficaram no banco (juntamente com Gelson), cedendo os respetivos lugares a Aquilani e Teo (e Mané).

MANUEL DE ALMEIDA/ Lusa

Só que nem Aquilani nem Teo, nem sequer os restantes colegas - exceção feita para um impecável Coates -, estiveram à altura do que lhes era pedido num jogo que era de Liga Europa, sim, mas com uma equipa "de Champions", como tinha dito Jesus.

Não só porque o Bayer Leverkusen tinha sido "despromovido" da Champions, mas porque a equipa do ex-engenheiro mecânico Roger Schmidt tem uma ideia de jogo aprazível à vista do adepto comum: disposta em 4-4-2, procura o ataque de forma destemida (às vezes até de mais) e quando não tem a bola pressiona o adversário em todo o campo de uma forma brutal - pela coordenação, pela vontade e pela agressividade (que esta noite valeu aos alemães três amarelos).

Isto para dizer que a tarefa do Sporting estava longe de ser fácil, mas a verdade é que se viu muitíssimo pouco daquilo que é habitual na equipa de Jesus, que não criou uma única oportunidade de golo clara - nem mesmo quando o treinador lá recorreu a Adrien e Slimani, quando faltava meia hora para o final. O único lance de maior perigo do Sporting aconteceu na 1ª parte, quando Leno defendeu um remate de Jefferson.

José Sena Goulão/Lusa

De resto, o domínio foi do Leverkusen, que não tinha o maior goleador, Chicharito, por lesão, nem um dos criativos, Kampl, por castigo, mas tinha Bellarabi, que fez o 1-0 aos 26', depois de um cruzamento do lateral Jedvaj e uma ajudinha de João Pereira, Coates e Rui Patrício, que ficaram a olhar uns para os outros.

Os alemães continuaram a criar perigo, com remates de Mehmedi e de Bellarabi, mas Rui Patrício e a trave impediram uma derrota mais pesada para o Sporting, que ficou com 10 jogadores a quinze minutos do final, quando Semedo foi expulso, e que ficou uma tarefa bem complicada para a 2ª mão, na Alemanha. É que, a jogar assim, só dá mesmo em Portugal.