Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

Um clássico de pés frios e mãos quentes

  • 333

José Sena Goulão / Lusa

O ataque “avassalador do Benfica esbarrou nas mãos quentes de Iker Casillas e o FC Porto do (ex-pé frio) José Peseiro saiu vitorioso da Luz, depois de ter estado a perder (1-2)

No início da época desportiva, nas habituais previsões do jornal "The Guardian" sobre o campeonato inglês, nove dos onze jornalistas questionados apontavam o Leicester como um dos principais candidatos à despromoção. Seis meses depois, o mesmo Leicester é líder isolado da Premier League, para espanto não só daqueles nove jornalistas, mas dos adeptos do clube e até do próprio treinador, Claudio Ranieri, que já confessou nunca ter imaginado o cenário, nem nas suas perspetivas mais otimistas.

Isto para dizer que, entre "o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética" - citando o escritor brasileiro Nelson Rodrigues -, fica a realidade dos acontecimentos, que muitas vezes não é a esperada. Como aconteceu esta noite, na Luz. Aos 18 minutos, quando Mitroglou marcou o primeiro golo do jogo, após um grande passe de Renato Sanches (com um buraco na defesa portista, já que Indi saiu à bola e Chidozie - a estrear-se hoje, e bem, no lugar do renegado Maicon - Maxi e Layún não ajustaram convenientemente o posicionamento para fecharem a zona central), o pessimismo reinava entre os portistas.

José Sena Goulão / Lusa

Mais confiante e mais perigoso no ataque, fruto de transições rápidas que o FC Porto raramente conseguiu deter, o Benfica criou inúmeras oportunidades de golo que não conseguiu concretizar - com exceção para o remate de Mitroglou -, não só por fraca pontaria, mas devido às grandes intervenções de Iker Casillas, hoje sim, ao alto nível de outros tempos.

Só que, num jogo muito aberto, com muito espaço para jogar, devido à pressão deficiente de ambas as equipas, não é só a atacar bem que se sai a ganhar: é também a defender bem. E, aí, o Benfica demonstrou pouca competência, como ficou evidente no golo do empate. Layún levou a bola pela esquerda, passou-a a Herrera e o mexicano, sem pressão apesar de estar à entrada da área (Pizzi estava preocupado com a cobertura a Almeida, Samaris andava atrás de Brahimi e Renato estava parado numa zona mais central), marcou com um remate colocadíssimo.

Mário Cruz / Lusa

Os portistas - já melhores com André no meio e Brahimi na ala; começaram o jogo ao contrário, sem grande efeito - animaram e Herrera até teve outro remate perigoso ao lado do poste, mas foi o Benfica a estar sempre mais perto do segundo golo, tanto no final da primeira parte como no início da segunda.

Só que, aí, apareceu sempre o melhor Casillas, a merecer o título de melhor em campo. O FC Porto foi ganhando confiança e começou a controlar o jogo, com o Benfica a baixar drasticamente a reação nas transições defensivas e a pressão em organização defensiva. Como aos 65 minutos, outra vez no corredor esquerdo: Brahimi fletiu para dentro, tabelou com André (sempre disponível para os colegas em apoio frontal) e desmarcou Aboubakar, que se livrou de Jardel para fazer o 2-1.

Depois, tanto o pessimismo portista como o otimismo benfiquista desvaneceram, e mesmo quando a esperança benfiquista teimou em reaparecer, Casillas voltou a tratar da questão - com destaque para uma grande defesa a um corte deficiente de Indi. Rui Vitória ainda lançou Salvio - o regresso, depois de nove meses fora por lesão - e tirou Eliseu, mas a lucidez já era pouca e o Benfica não criou mais oportunidades. "É o futebol", justificou Vitória no final. Não só. Mas também. O Leicester que o diga.

1 / 29

Mário Cruz / Lusa

2 / 29

Mário Cruz / Lusa

3 / 29

José Sena Goulão / Lusa

4 / 29

Mário Cruz / Lusa

5 / 29

Mário Cruz / Lusa

6 / 29

Mário Cruz / Lusa

7 / 29

Mário Cruz / Lusa

8 / 29

Mário Cruz / Lusa

9 / 29

Mário Cruz / Lusa

10 / 29

Mário Cruz / Lusa

11 / 29

Fredrik Von Erichsen

12 / 29

Fredrik Von Erichsen

13 / 29

José Sena Goulão / Lusa

14 / 29

Mário Cruz / Lusa

15 / 29

Mário Cruz / Lusa

16 / 29

José Sena Goulão / Lusa

17 / 29

Mário Cruz / Lusa

18 / 29

José Sena Goulão / Lusa

19 / 29

José Sena Goulão / Lusa

20 / 29

Mário Cruz / Lusa

21 / 29

José Sena Goulão / Lusa

22 / 29

José Sena Goulão / Lusa

23 / 29

Mário Cruz / Lusa

24 / 29

Mário Cruz / Lusa

25 / 29

Mário Cruz / Lusa

26 / 29

José Sena Goulão / Lusa

27 / 29

José Sena Goulão / Lusa

28 / 29

Mário Cruz / Lusa

29 / 29

Mário Cruz / Lusa