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Negociação dos direitos de TV “está ainda a meio caminho”, diz Pedro Proença

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Fernando Veludo / Lusa

A negociação centralizada dos direitos televisivos de futebol foi um dos pontos do programa eleitoral do antigo árbitro internacional, eleito presidente da Liga de Clubes no verão passado

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) diz que a negociação dos direitos televisivos dos clubes da I e II ligas "está ainda a meio caminho". As declarações de Pedro Proença foram feitas à agência Lusa, à margem de uma conferência de imprensa em Pequim onde foi anunciado que a multinacional chinesa Ledman patrocinará a II Liga a partir da próxima temporada.

A negociação centralizada dos direitos televisivos foi um dos pontos do programa eleitoral de Pedro Proença, eleito presidente da LPFP no verão passado. "A Liga saberá no momento certo dar a resposta, naquilo que deve ser o restabelecimento das receitas", afirmou ainda o dirigente, lembrando que "um mercado que valia 80 milhões de euros, hoje vale 200 milhões".

Falando sobre o acordo alcançado com a Ledman, o antigo árfbitro internacional diz que "este era um dos grandes desideratos da nossa direção, internacionalizar a liga portuguesa, e estamos a fazê-lo e a cumprir no fundo mais uma medida".

Segundo o presidente da Ledman, Martin Lee, a II Liga portuguesa passará a chamar-se Ledman LigaPro e os dez melhores clubes do campeonato receberão todos os anos um jogador chinês. Pedro Proença não confirmou aqueles números, optando por apontar o intercâmbio de jogadores chineses como uma "possibilidade remota".

Com sede em Shenzhen, uma das mais prósperas cidades chinesas, situada junto a Hong Kong, a Ledman é especializada no fabrico de painéis publicitários de alta resolução, utilizados sobretudo em estádios de futebol.

É ainda patrocinadora das duas principais ligas de futebol da China e tem uma participação de 25 milhões de euros na Infront Sports & Media, empresa suíça que detém os direitos de transmissão dos jogos do Mundial da modalidade.

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    A Ledman, uma empresa chinesa, fechou um negócio com a Liga Portuguesa. Vai enviar para os clubes portugueses dez futebolistas e três treinadores adjuntos e a Liga tem de “garantir uma taxa de utilização dos jogadores e comprometer-se a elevar o nível dos atletas chineses”