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José Peseiro. “Sei das exigências do FC Porto e não vos vou deixar mal”

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Novo treinador portista confia na qualidade dos jogadores para recolocar o clube nas vitórias. “Sei da história vitoriosa dos últimos 30 anos e sei também da minha competência, profissionalismo e capacidade como treinador e como homem”

Otávio Passos / Lusa

Confiança e esperança no regresso aos melhores dias marcaram os discursos de Pinto da Costa (primeiro) e de José Peseiro (logo depois) durante a apresentação, esta tarde, do novo treinador do FC Porto, o homem que a SAD acredita ser capaz de pôr a equipa a jogar bom futebol e a vencer, o que por estes dias tem sido menos habitual.

Contratado para o lugar de Julen Lopetegui, que não resistiu à sucessão de mais resultados no campeonato, Peseiro recebeu as boas-vindas do presidente numa cerimónia a que compareceram os jornalistas e outras figuras gradas do clube. “Desejo-lhe as maiores felicidades, em meu nome pessoal e da administração da SAD, onde o seu nome recebeu a unanimidade”, frisou Pinto da Costa, que logo salientou “o entusiasmo desde a primeira hora” revelado pelo treinador quando foi abordado sobre a possibilidade de voltar ao ativo em Portugal.

Parco nas suas palavras, o presidente passou logo a bola a Peseiro: “Agora a palavra é sua, você é que tem de os aturar…”. E o treinador não foi de modas, apresentando-se pleno de ambição e confiança: “Sei das exigências do FC Porto, sei da história dos últimos 30 anos, e sei também da minha competência, do meu profissionalismo, e da minha capacidade como treinador e como homem”, que irá pôr em prática de modo a que o clube possa ainda “lutar pelos objetivos” que sobram: campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa. “Acredito piamente e foi por isso também que me comprometi em voltar a pôr o clube no caminho que merece. Obrigado por acreditarem em mim e tenho a certeza de que não vos vou deixar mal“.

Questinado sobre o que há para mudar após época e meio de um FC Porto ao estilo Lopetegui, Peseiro não entrou em detalhes, também porque não podia: “Para já mudou o treinador. Tenho uma ideia de jogo, umaq liderença e uma ideia de treino. Agora é trabalhar bem e confiarmos ums nos outros. Fundamental é que os jogadores saibam e acreditem que se estão aqui é porque são bons”. Perspetivando o jogo da sua estreia com o Marítimo, já este domingo, e sem esconder que por falta de tempo mais do que mudanças táticas será fundamental recuperar a confiança do plantel, Peseiro insistiu: “Eles têm de perceber que têm qualidade, pensar nas coisas boas que já fizeram este ano e nas suas carreiras. A vida, em tudo, é feita de altis e baixos. Acredito que isto vai passar depressa e que no próximo jogo vamos dar resposta adequada”.

Na mesma linha, lançou um repto aos adeptos: “Têm sido o 12.º jogador e quero dizer-lhes que precisdamos deles, da sua emoção, do seu envolvimento e de estarmos mais juntos do que nunca”.

Convidado a falar sobre o timing do convite enderaçado por Pinto da Costa (o FC Porto, recorde-se, empatou em casa com o Rio Ave a 6 de janeiro e partiu para a rescisão com Lopetegui no dia seguinte) e sobre as duas semanas que a SAD demorou a contratá-lo, Peseiro respondeu: “Fui contactado na manhã seguinte ao empate com o Rio Ave”, dia 7, portanto. “Eu tinha jogo nesse dia em Alexandria pela minha antiga equipa e o presidente perguntou-me da disponibilidade e se acreditava no projeto Porto”, afirmou, dizendo que Pinto da Costa lhe perguntou “se estava disponível e se sentia confortável”, frisando ter sido acertado vokltarem a falar “após o jogo com o Boavista”.

“É esta a verdade. Até porque eu costumo falar verdade. E o Porto também”, concluiu.