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Messi arrisca pena de prisão por fraude fiscal

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David Ramos/Getty Images

O julgamento da estrela maior do Barcelona e do seu pai começará no dia 31 de maio. Em causa está uma alegada fuga ao fisco no valor de 4,1 millhões de euros

Acusados de fuga ao fisco, Messi - pai e filho - vão no dia 31 de maio sentar-se no lugar dos réus para responderem às questões que o juiz do tribunal de Barcelona julgar pertinentes. Daniel Messi e Jorge Horacio Messi estão envolvidos em três processos de fraude fiscal, pelo suposto desvio de um total de 4,1 milhões de euros.

Ainda que o futebolista, avançado do FC Barcelona, tenha pedido a absolvição dos três crimes, alegando que tanto ele como o pai agiram “assessorados por um prestigiado gabinete de advogados, especializados em direito tributário e desportivo”, o tribunal decidiu mantê-los indiciados, fixando que o julgamento decorra entre os dias 31 de maio e 3 de junho.

O intervalo escolhido pode mesmo levar a que Messi solicite uma alteração, diz o “El País”, pelo facto de as audiências arrancarem apenas três dias após o final da Liga dos Campeões, coincidindo, por outro lado, com o início da Copa América Centenário, competição para a qual o jogador será, seguramente, escalado pelo selecionador da Argentina.

Na verdade, o Ministério público pediu o arquivamento do processo contra o argentino, por considerar que Messi estava concentrado no futebol e desligado da gestão financeira dos seus rendimentos. Em contrapartida, pede 18 meses de prisão para o seu pai, uma decisão oposta à da autoridade tributária espanhola, que pede 22 meses e 15 dias de prisão para cada um dos Messi, além de reclamar o pagamento de outros 4,1 milhões como multa.

Para as Finanças, Jorge Horacio e os seus assessores criaram uma rede de empresas em paraísos fiscais, com o objetivo de permitir que o jogador ‘fintasse’ o dever de pagar impostos. A manobra fiscal, com transferências cruzadas entre companhias uruguaias, britânicas e suíças, foi eficaz na ocultação dos mais de dez milhões de euros recebidos por Lionel Messi, entre 2007 e 2009, em vários contratos publicitários (com a Adidas, Pepsi, Telefónica, Air Europa e Danone, por exemplo).

De acordo com os termos da acusação, o futebolista evitou pagar os impostos “de forma consciente e voluntária”.