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José Peseiro, a solução possível

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José Peseiro já treinou o Sporting e o Sporting de Braga

MIGUEL RIOPA/Getty

Antigo treinador do Sporting chegou esta terça-feira ao Porto para assinar um contrato de ano e meio pelos dragões. Na manga traz uma longa experiência de balneários e uma magra carta de troféus: dois títulos da II Liga e uma Taça da Liga

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Ao 12.º dia da era pós-Lopetegui, Pinto da Costa elegeu José Peseiro para timoneiro da equipa caída em desgraça no início de janeiro. O antigo técnico do Sporting trocou esta segunda-feira o Al-Ahly /Egipto) para orientar a equipa terceira classificada do campeonato nacional, convencido a mudar de rota pelo amigo Antero Henrique.

De acordo com fonte próxima do treinador que aterrou ao fim da manhã no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, o namoro a Peseiro durava há uma semana, tendo o diretor-geral da SAD carta branca para negociar um contrato de seis meses, mais um ano de opção se a equipa conquistasse o título nacional. Face à recusa de Peseiro, Antero passou ao plano B e avançou para um vínculo laboral de ano e meio, contrato que ainda não foi comunicado à CMVM.

Apesar de desmoralizado psicologicamente, Peseiro acredita que o balneário portista tem solução, “bastando um apertozinho” para unir o grupo. Esta segunda-feira, no programa “Dia Seguinte” da SIC, o nome do sucessor de Julen Lopetegui no comando do FC Porto mereceu a aprovação de Guilherme Aguiar. Também na CMTV houve elogios de Vítor Baia. O antigo dirigente e o ex-guarda-redes dos dragões reconhecem que Peseiro é um profundo conhecedor de futebol, a quem apenas tem faltado sorte em momentos decisivos.

Sem títulos de relevo numa carreira de 25 anos, na escolha de José Peseiro pesou sobretudo a experiência de balneário e o seu conhecimento do futebol português, virtudes que acabaram por vingar depois das goradas aproximações aos técnicos mais desejados pela nação portista, numa lista onde figuraram os nomes de André Villas-Boas, Leonardo Jardim e Marco Silva, todos com vínculos contratuais blindados por pesadas indemnizações.

Em contrarrelógio para apresentar um treinador principal até sexta-feira, data-limite imposta pela Liga para substituir o interino Rui Barros, José Peseiro, de 55 anos, revelou-se a a alternativa mais sustentável, sobrepondo-se aos nomes de Sérgio Conceição, penalizado pelo timing do jogo deste domingo entre Vitória de Guimarães e FC Porto, ou Rui Faria, que terá preferido seguir na companhia de José Mourinho.

A escolha foi Peseiro, treinador que ficou na história do Sporting por ter falhado a final da Taça UEFA, em Alvalade, frente ao CSKA, em 2004/05, época em perdeu ainda na reta final o esperado título nacional. Em meados da época seguinte deixou Alvalade para dar início a uma carreira de emigrante pela Arábia Saudita (Al Hilal), Grécia (Panhatinaikos) e Roménia (Dínamo de Bucareste). Em 2012/2013, regressou ao país para treinar o Sporting de Braga, onde se classificou em 4.º lugar no campeonato e venceu a Taça da Liga frente ao FC Porto, a sua coroa de glória.

Volta no ano seguinte, tendo rescindido com os egípcios de Al-Ahly, equipa vitoriosa nas últimas sete jornadas. Peseiro saltou para a I Dvisão do futebol nacional ao promover ao escalão primodivisionário o Nacional da Madeira e internacionalizou-se como adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid, uma curta aventura sem final feliz.

Esta manhã, a newsletter Dragões Diário não fazia ainda qualquer referência à contratação de Peseiro, focando apenas que, mesmo que as contas do campeonato tenham ficado mais complicadas após a derrota em Guimarães, não estão fechadas.