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Federer a favor da “luta agressiva” contra jogos combinados

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LUKAS COCH / EPA

Tenista suíço já reagiu à notícia de que 16 tenistas que integraram o top-50 mundial na última década, incluindo vencedores de torneios do Grand Slam, estiveram envolvidos em jogos com resultados combinados

O tenista suíço Roger Federer, antigo número um mundial, nega ter tido conhecimento de jogos com resultados combinados e defende que é preciso "lutar agressivamente contra esse problema", comparando-o ao doping.

"Temos que ser muito agressivos. É um problema ao mesmo nível do doping. O ténis é interessante para todos, jogadores e adeptos, porque ninguém sabe o resultado. Caso contrário, mais vale nem jogar", afirmou Federer esta segunda-feira, minutos depois de ter passado à segunda ronda do Open da Austrália, o primeiro torneio do Grand Slam deste ano.

Recordista de títulos do Grand Slam (17), Federer frisou que nunca foi abordado para combinar qualquer encontro e que só teve conhecimento de que tal existia quando, em 2007, o sérvio Novak Djokovic revelou que lhe ofereceram cerca de 200 mil euros para perder um jogo.

O comentário do tenista suíço aconteceu depois da BBC ter divulgado este domingo que 16 tenistas que integraram o top-50 mundial na última década, incluindo vencedores de torneios do Grand Slam, estiveram envolvidos em jogos com resultados combinados.

"Na última década, 16 jogadores classificados nos 50 primeiros foram repetidamente assinalados pela Unidade de Integridade do Ténis (TIU na sigla inglesa) devido a suspeitas de que estariam a combinar resultados de jogos. Todos os tenistas, incluindo vencedores de Grand Slams, foram autorizados a continuar a competir", alega a investigação conjunta da BBC e do site na Internet BuzzFeed News.

A cadeia de televisão britânica sustenta as alegações com o acesso a ficheiros secretos, nos quais se inclui uma investigação iniciada pela ATP, em 2007. "Num relatório confidencial para as autoridades tenísticas em 2008, a equipa de investigação defendeu que 28 atletas deveriam ser investigados, mas as indicações nunca foram seguidas", afiançou a BBC, indicando que três dos encontros combinados ocorreram no torneio de Wimbledon.

A ATP introduziu um novo código anticorrupção em 2009 e, depois de procurar aconselhamento legal, foi informada de que violações anteriores não poderiam originar processos. No entanto, os documentos a que a estação britânica teve acesso demonstram que a TIU recebeu sucessivos alertas nos anos subsequentes sobre um terço dos jogadores já referenciados, sem que fossem tomadas quaisquer medidas.

A reportagem alega ainda que oito dos 16 tenistas sinalizados estão a disputar o Open da Austrália, que arrancou este domingo em Melbourne.