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Estado reclama €25 milhões ao Vitória de Setúbal

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RUI MINDERICO / Lusa

Estado português é o maior credor nos processos de revitalização do clube de futebol sadino, sendo que a maior parte dos créditos estatais resultou da nacionalização do BPN, que tinha vários interesses financeiros no Vitória

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O Estado português reclama como créditos seus sobre o Vitória Futebol Clube, de Setúbal, e a sua sociedade anónima desportiva (SAD) um total de 25,7 milhões de euros, de acordo com as listas provisórias de credores divulgadas pelo administrador judicial dos processos especiais de revitalização (PER) do clube sadino e da respetiva SAD.

A lista de credores do Vitória de Setúbal (clube) aponta um somatório de dívidas, incluindo juros, de 23,4 milhões de euros. Aqui o Estado é credor de 74% das responsabilidades financeiras do principal clube da cidade de Setúbal. E a maior parte desses créditos foram herdados da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN).

Já na lista de credores da SAD do Vitória Futebol Clube, com dívidas globais de 22,6 milhões de euros, o Estado é credor de 37%.

Entre os 17,4 milhões de euros que o Estado reclama no PER do clube e os 8,3 milhões reclamados no PER da SAD estão sobretudo dívidas ao fisco, à Segurança Social e à Parvalorem, a sociedade estatal que ficou com a gestão dos créditos do BPN.

Globalmente, com a herança da nacionalização do BPN, o Estado tem por recuperar no clube de Setúbal e na sua SAD o montante de 15,5 milhões de euros. Que se repartem em 8,3 milhões de euros de créditos do Efisa (antigo banco de investimento do BPN), 4,5 milhões de créditos do próprio BPN sobre o clube e 2,7 milhões de euros de créditos do BPN sobre a SAD.

Por outro lado, a Autoridade Tributária também reclama 2,5 milhões de euros ao clube de Setúbal e 4,5 milhões de euros à sua SAD, a que se somam dívidas de mais de 1,5 milhões de euros do clube à Segurança Social e de 1,1 milhões da SAD do Vitória também à Segurança Social.

Fora o Estado, o maior credor privado do clube é o banco BCP, que reclama nos dois processos mais de 8 milhões de euros, dos quais 3,2 milhões sobre a SAD e quase 5 milhões sobre o clube, aqui se incluindo uma hipoteca sobre o direito de superfície do complexo desportivo do Bonfim,

O processo de revitalização do clube foi lançado no ano passado, depois de em 2013 a SAD do Vitória de Setúbal ter avançado com um processo semelhante.