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Messi ganhou: que surpresa!, disse ninguém em nenhum sítio do mundo

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Sim, é minha. E depois? Tenho mais quatro em casa

Philipp Schmidli/Getty

Como era esperado, Lionel Messi conquistou a sua quinta Bola de Ouro, aos 28 anos. Ronaldo teve mais votos do que Neymar, mas ficou longe do rival argentino, que conquistou tudo com o Barcelona em 2015

Há duas palavras para descrever a cerimónia da Bola de Ouro: fantochada e Eurovisão. A primeira é explicada por Arsène Wenger, treinador do Arsenal, que ficou em casa em vez de ir à passadeira vermelha em Zurique: "Não sou grande fã da Bola de Ouro. O futebol é um desporto de equipa. Não é lógico premiar o esforço individual. É algo contraditório em relação ao que é a nossa modalidade." É provável que Xavi e Iniesta, que iam para casa sempre de mãos vazias, concordem com esta afirmação.

A segunda é explicada pelo taticismo dos votos dos principais intervenientes: Messi não vota em Ronaldo mas vota em Neymar (e Suárez e Iniesta), Neymar não vota em Ronaldo mas vota em Messi (e Suárez e Rakitic), e Ronaldo não vota nem em Messi nem em Neymar (Benzema, James e Bale - pode ver todos os votos AQUI).

A Bola de Ouro é assim, ano após ano, mas de uma coisa não há dúvida: Lionel Messi foi o melhor jogador do mundo em 2015, ao levar o Barcelona a conquistar... bem, tudo: Liga espanhola, Liga dos Campeões, Mundial de Clubes, Taça do Rei e Supertaça Europeia, marcando pelo caminho 52 golos e fazendo 26 assistências em 61 jogos.

O avançado argentino ficou bem à frente de Ronaldo e Neymar na votação (41.33%, 27.76% e 7.86%, respetivamente) e conquistou a quinta Bola de Ouro da carreira, aos 28 anos. Não gritou nem chorou: sorriu, agradeceu e deixou uma lição de vida a outros futebolistas, amadores ou profissionais. "É incrível ganhar pela quinta vez. É muito mais do que alguma vez imaginei quando era criança. Quero agradecer a todos os que votaram em mim, aos meus colegas - sem eles nada disto era possível -, e ao futebol, por tudo o que já me deu, bom e mau, porque me fez crescer e aprender muito".

Sim, até houve tempo para tirar uma selfie (pudera, em quase duas horas de cerimónia...). Da esquerda para a direita: o apresentador James Nesbitt, Carli Lloyd, Cristiano Ronaldo, Celia Sasic, Neymar, Aya Miyama, Messi e a apresentadora Kate Abdo

Sim, até houve tempo para tirar uma selfie (pudera, em quase duas horas de cerimónia...). Da esquerda para a direita: o apresentador James Nesbitt, Carli Lloyd, Cristiano Ronaldo, Celia Sasic, Neymar, Aya Miyama, Messi e a apresentadora Kate Abdo

OLIVIER MORIN/Getty

Como também era esperado, Luis Enrique, treinador do Barcelona, conquistou o galardão de treinador do ano no futebol masculino, ultrapassando Guardiola (Bayern de Munique) e Sampaoli (Chile), enquanto que no feminino a vencedora foi Jill Ellis, selecionadora dos EUA, que se sagrou campeã mundial.

Uma outra campeã mundial levou o prémio de melhor jogadora de 2015: a norte-americana Carli Lloyd, que marcou três golos na final da prova, perante o Japão - um deles do meio-campo. Mas o prémio Puskas não foi dela, nem de Messi: foi do desconhecido Wendell Lira, jogador brasileiro do Goianésia, que aproveitou os 15 segundos de fama para agradecer a Deus e citar a Bíblia.

Ainda assim, Ronaldo e Neymar não saíram de mãos a abanar: foram incluídos no onze do ano, com Neuer, Thiago Silva, Marcelo, Sergio Ramos, Dani Alves, Iniesta, Modric, Pogba e Messi. Quanto ao prémio Fair Play, foi entregue a todas as organizações que ajudaram refugiados no ano de 2015.

Recorde AQUI o relato ao minuto da cerimónia, que conseguiu misturar futebol com Ivete Sangalo, Ricky Gervais e Tino de Rans (a sério, a sério).

  • Em direto: Ronaldo bateu Neymar mas não Messi

    Eles são o melhor do futebol atual: Messi, Neymar e Ronaldo eram os finalistas da Bola de Ouro 2015, venceu o primeiro - sem surpresas -, com CR7 a ficar em segundo. Estamos a contar tudo em direto