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Paulo Gonçalves lidera motos no Dakar

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NICOLAS AGUILERA /EPA

Grande dia para o motard da Honda e para outros dois portigueses, Ruben Faria e Hélder Rodrigues

Pedro Roriz

No primeiro dia “normal” do Rali Dakar 2016, Paulo Gonçalves (Honda) foi o mais rápido no sector selectivo (SS) da etapa de quarta-feira e assumiu o comando da prova, com mais de quatro minutos de avanço sobre o argentino Kevin Benavides (Honda), que foi segundo no troço crometrado.

Para o motard português “foi um bom dia e era importante ter a moto em bom estado no final da primeira parte desta etapa maratona, que foi rápida. Perdi-me depois do reabastecimento e isso custou-me algum tempo, mas consegui recuperar e vencer a especial”.

Ruben Faria (Husqvarna) voltou a estar em plano de evidência ao ser o 3.º mais rápido no SS e com isso subiu para 5.º da geral, enquanto outro português, Hélder Rodrigues (Yamaha) foi 16.º no troço, o que não o impediu de ganhar três posições na geral e ficar mais perto do “top ten” - é agora 13.º, a pouco mais de três minutos do 10.º lugar.

Para o piloto da Husqvarna, “as alterações que fizemos na moto estão a resultar, o que me dá maior confiança para atacar, apesar de ter tido cuidado porque é preciso poupar o material” para a etapa desta quinta-feira, “por não haver assistência”.

Outros dois motards portugueses, Mário Patrão (KTM) e Bianchi Prata (Honda), continuam a estar, claramente, na primeira metade da tabela, cumprindo o objetivo com que arrancaram para a prova.

Nos automóveis, dia fantástico para a Peugeot, que colocou quatro carros nas cinco primeiras posições. O francês Stéphane Peterhansel pôs fim ao domínio do seu compatriota Sébastien Loeb, que conserva o comando, com quase cinco minutos de avanço sobre o vencedor do SS.

O qatari Nasser Al-Attiyah (Mini All4 Racing), 4.º no troço e o único que conseguiu intrometer-se entre os homens da marca do leão, completa o pódio, mas já a mais de 10 minutos do comandante, diferença que começa a ser significativa. O piloto do Mini não tem dificuldade em reconhecer que “é impossível acompanhar o ritmo dos Peugeot, que estão rapidíssimos”.

Carlos Sousa (Mitsubishi ASX Racing) continua a recuperar terreno e em dois dias subiu de 93.º para 54.º lugar. Em condições normais, o português continuará a ganhar lugares todos os dias.

A etapa desta quinta-feira

Esta quinta-feira a carvana deixa a San Salvador de Jujuy e ruma a Uyuni, naquela que é a passagem da Argentina para Bolívia.

A etapa fica marcada pelo facto de, pela primeira vez, o Dakar ir rodar a 4600 metros de altitude, o ponto mais alto atingido em toda a sua história, e pelas primeiras secções fora de pista, o que aumenta as dificuldades de navegação.

Para além disso, o facto de na quarta-feira não ter havido assistência no final da etapa, pode implicar que “mazelas” escondidas apareçam ao longo dos 327 quilómetros do troço cronometrado de hoje, numa etapa com um total de 642 quilómetros de extensão.