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Dakar. Hélder Rodrigues foi o melhor dos portugueses

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MARCOS BRINDICCI/REUTERS

Hélder Rodrigues (Yamaha) foi o melhor dos pilotos portugueses, nas motos, com Paulo Gonçalves (Honda) a conservar o comando. Nos automóveis, a Peugeot voltou a colocar três carros nas três primeiras posições

Oitavo no Sector Selectivo (SS), Hélder Rodrigues (Yamaha) foi o melhor dos pilotos portugueses, nas motos, com Paulo Gonçalves (Honda) a conservar o comando, mas com a concorrência muito mais perto, porque o piloto da Honda não foi além do 12.º tempo no SS.

O comandante da prova reconheceu que «hoje foi um dia muito difícil, tanto mais que com a altitude afectou o meu rendimento, porque tive dores de cabeça. A fase inicial e a fase final eram de navegação difícil, mas consegui acertar no caminho correcto. Estou na frente, mas as diferenças são pequenas e nada está decidido».

O dia foi ao australiano Toby Price (KTM) que se deu bem com a altitude e foi sempre o mais rápido, venceu o SS e ascendeu ao terceiro lugar a menos de dois minutos do português, com esloveno Stefan Svitko (KTM) a separá-los.

Hélder Rodrigues com o seu oitavo lugar, manteve o 13.º posto da geral, mas está mais perto do décimo, do qual dista agora 2.22.

Por sua vez, Ruben Faria (Husqvarna), 11.º no SS, caiu de quinto para sétimo, enquanto Mário Patrão (KTM) e Bianchi Prata (Honda) continuam a integrar a primeira metade da classificação dos “motards”.

Nos automóveis, a Peugeot repetiu o feito do dia anterior ao colocar três carros nas três primeiras posições, com o francês Sébastien Loeb a averbar a terceira vitória nos SS e a cimentar a posição de comandante, agora com 7.48 de vantagem sobre o seu compatriota Stéphane Peterhansel, terceiro no SS, atrás do espanhol Carlos Sainz, que ascendeu ao terceiro lugar da geral ao ultrpassar o qatari Nasser Al-Attiyah (Mini All4 Racing).

Para Sébastien Loeb, «o trabalho do Daniel tem sido fantástico e com um carro perfeito, tem sido possível fazer o que temos feito. Abrir a estrada não é fácil, mas temos superado as dificuldades e hoje relaxei um pouco mais, o que me fewz perder tempo na fase final, para o Carlos, que anda muito depressa nos traçados sinuosos»

Carlos Sousa (Mitsubishi ASX Racing) voltou a perder tempo, em consequência de uma saída de pista, que lhe custou a queda num buraco, do qual não conseguiu sair pelos seus meios, pelo que teve de esperar por ajuda exterior, para poder prosseguir, com o consequente atraso.

A etapa de sexta-feira

Tal como sucedeu em San Salvador de Jujuy também, aqui, a partida e chegada acontece no mesmo local, Uyuni.

Trata-se da etapa mais longa (723 km), que integra um SS de 542 km, cumprido por norma a altitude que varia entre os 3500 e os 4200 metros, com o piso a alternar entre a areia e as pedras.

Os camiões farão um percurso mais curto (600 km), com um SS de 295 km.