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Motard Paulo Gonçalves é o melhor português no Dakar 2016

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NICOLAS AGUILERA / EPA

Piloto português da Honda ocupa o 4.º lugar nas motos, enquanto nos carros Carlos Sousa recuperou algum do atraso

Pedro Roriz

As condições atmosféricas continuam a condicionar o Rali Dakar e esta terça-feira, pelo segundo dia consecutivo, o sector seletivo foi encurtado para pouco mais de 200 quilómetros.

Nas motos, o domínio começou por pertencer ao australiano Toby Price (KTM) mas depressa os homens da Honda, o espanhol Joan Barreda Bort e o português Paulo Gonçalves, assumiram o comando da prova, com Bort a usufruir de uma vantagem de 20 segundos sobre o seu colega luso, para acabar por repetir o triunfo no prólogo, ainda que, em igualdade com Ruben Faria (Husqvarna).

Ao duo ibérico juntou-se o argentino Kevin Benevides (Honda), que acabaria por assegurar o 2.º lugar, à frente de Paulo Gonçalves, num dia em que a Honda monopolizou o pódio da etapa e em que Paulo Gonçalves ascendeu ao 4.º lugar da geral.

Só que a exemplo do que sucedeu na segunda-feira com o português Ruben Faria, Bort foi penalizado (um minuto) e caiu para 5.º no troço, que foi ganho por Kevin Benevides, e desceu para 3.º na geral, que é agora comandada pelo esloveno Stefan Svitko (KTM), 4.º classificado no sector seletivo.

De assinalar que Ruben Faria foi penalizado (um minuto), por excesso de velocidade numa ligação, no dia inaugural, e esta terça-feira perdeu quase seis minutos para o vencedor da etapa, o que o fez descer para 8.º da geral, enquanto Hélder Rodrigues (Yamaha) foi 18.º na etapa e é agora 15.º na classificação geral.

Mário Patrão (KTM) e Bianchi Prata (Honda) também continuam em prova. Patrão é 33.º da geral (35.º na etapa) e 3.º da classe maratona, destinada a motos com cilindrada até 450 cc., a 12,14 minutos do espanhol Txomin Arana (KTM), que comanda essa classificação; Prata está posicionado mais abaixo, na 64ª posição geral (foi 55.º na etapa) e 10.º na mesma classe maratona.

Loeb repete triunfo

Vencedor do primeiro sector selectivo deste Dakar, o francês Sébastien Loeb (Peugeot 2008 DKR), um estreante neste tipo de provas, voltou a ganhar a 2ª etapa e cimentou assim o comando entre os automóveis, depois de ter sido o mais rápido em todos os pontos de controlo.

O espanhol Carlos Sainz, seu colega de equipa, foi 2.º na etapa e entrou no top-10, com o sul-africano Giniel De Villiers (Toyota Hilux Overdrive), 4.º classificado no troço cronometrado, a ascender ao 2.º lugar da geral.

Resolvidos os problemas que na segunda-feira aatrasaram em mais de duas horas o Mitsubshi ASX Racing conduzido por Carlos Sousa, o português, apesar de ter sido dos últimos a partir e das inúmeras ultrapassagens que teve de efetuar, conseguiu terminiar a ertapa na 27ª posição e ascendeu ao 71.º lugar da geral.

Com partida e chegada a San Salvador de Jujuy, a etapa desta quarta-feira tem na altitude (vai andar-se a 3500 metros acima do mar) a sua maior dificuldade, quer para pilotos, com dificuldades de respiração e consequente maior cansaço, quer para os motores, que também perdem eficácia, com a agravante de no final do dia não haver assistência.

Os pilotos vão ser obrigados a constantes mudanças de ritmo. porque o terrreno alterna entre o arenoso e o rochoso, o que pode provocar furos e a consequente perda de tempo.