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Ruben Faria lidera Dakar 2016

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Começou a edição de 2016 do rali Dakar

FRANCK FIFE/Getty

​O português Ruben Faria partilha, com o espanhol Joan Barreda Bort, o comando do Dakar, cumpridos que foram os 11 km do Prólogo, que definiu a ordem de partida para a etapa de domingo

Foi em em ambiente de festa que arrancou a edição 2016 do Dakar, com milhares de espectadores, em Buenos Aires, a presenciarem a partida e outros tantos a presenciarem o prólogo, que abriu as hostilidades, com o português Ruben Faria (Husqvarna) e o espanhol Joan Barreda Bort (Honda) a começarem na frente.

Outro português, Hélder Rodrigues (Yamaha), esteve em evidência, ao averbar o terceiro tempo, a três segundos dos mais rápidos, com Paulo Gonçalves (Honda), que foi o último “motard” a entrar em acção, a perder um minuto, por ter de parar várias vezes, em consequência de problemas mecânicos, e vai partir da 50.ª posição, o que o vai obrigar a efectuar inúmeras ultrapassagens, com todos os riscos que elas acarretam.

Mário Patrão (KTM), em 30.º, e Bianchi Prata (Honda), em 58 .º, ficaram na primeira metade da tabela, já que estão em acção 135 motos.

Nos automóveis, o holandês Ten Brinke (Toyota) alcançou o melhor tempo, ao ganhar três segundos ao espanhol Carlos Sainz (Peugeot) e cinco segundos ao qatari Nasser Al-Attiyah (Mini All4 Racing), com o destaque a ir para o finlandês Mikko Hirvonen (Mini All4 Racing) e o francês Sébastien Loeb (Peugeot), sétimo e décimo, respectivamente, excelentes na estreia no todo-o-terreno, embora o traçado do prólogo fosse bastante semelhante ao de uma prova de classificação nos ralis.

Carlos Sousa (Mitsubishi) começou a prova com um 17.º lugar, a 21 s. do comandante.Nos “Quads” vitória do chileno Ignacio Casale (Yamaha).

A etapa de domingo

A etapa de amanhã leva a caravana de Rosário a Villa Carlos Paz, cidade que tem sido, nos últimos anos, centro nevrálgico do Rali da Argentina, prova pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis.

As motos e os “quads” vão percorrer 632 km, dos quais 227 km em Sector Selectivo, enquanto os automóveis e os camiões vão enfrentar 662 km de estrada nos quais se incluem 258 km contra o relógio.

As pistas a percorrer são sinuosas, com constantes subidas e descidas, em particular na primeira parte do Sector Selectivo, que se torna mais rápido na parte final.

A separação das duas categorias visa diminuir o número de ultrapassagens que os automóveis têm de fazer aos “motards” e aos “quads”.

Classificações

Motos

1.º, Joan Barreda Bort (Honda), 6.27; 2.º, Ruben Faria (Husqvarna), 6.27; 3.º, Hélder Rodrigues (Yamaha), a 3 s.; 4.º, Adrien Van Beveren (Yamaha), a 4 s.; 5.º, Michael Metge (Honda, a 8 s.; 6.º, Kevin Benvides (Honda), a 8 s.; 7.º, Gerard Farres Guell (KTM), a 9 s.; 8.º, Pablo Quintanilla (Husqvarna), a 10 s.; 9.º, Stefan Svitko (KTM), a11 s.; 10.º, Jordi Viladons (KTM), a 13 s.; ...; 33.º, Mário Patrão (KTM); a 36 s.; ...; 50.º, Paulo Gonçalves (Honda), a 1.00; ...; 58.º, Bianchi Prata (Honda), 1.08. Estão classificados mais 77 pilotos.

Automóveis

1.º, Ten Brinke/Colsoul (Toyota), 6.08; 2.º, Carlos Sainz/Lucas Cruz (Peugeot), a 3 s.; 3.º, Pons/Torlaaschi (Ford), a 4 s.; 4.º, Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Mini All4 Racing), a 5 s.; 5.º, Marek Dabrowski/Jacek Czachor (Toyota), a 5 s.; 6.º, Nani Roma/Alex Haro Bravo (Mini All4 Racing), a 7 s.; 7.º, Mikko Hirvonen/Perini (Mini All4 Racing), a 7 s.; 8.º, Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz (Toyota Overdrive), a 9 s.; 9.º, Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Peugeot), a 9 s.; 10.º, Sebastien Loeb/Daniel Elena (Peugeot), a 9 s.; ...; 17.º, Carlos Sousa/Paulo Fuiza (Mitsubishi Racing), a 21 s.

Dakar pode voltar a África

As dificuldades que a ASO, a entidade organizadora a prova, tem sentido para manter a competição no continente sul-americano, como o demonstra o facto de, este ano, Chile e Peru terem ficado fora do trajecto, leva a que o regresso a África esteja a ser equacionado pelos responsáveis pela montagem da competição.

Sendo certo que o regresso ao anterior traçado é impossivel pela situação politica que se vive no centro do continente africano, a hipotese que parece mais provável é a do regresso, a acontecer, ser feito em Angola, Namibia e África do Sul, com a partida a poder ser dada em Luanda e a chegada na Cidade do Cabo.

Aparentemente, a confirmação dessa possibilidade só deverá acontecer em 2018, uma vez que, para o ano, tudo indica que o Dakar continue por terras suk-americanas.