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O comando já não é teu, é nosso: Sporting descola do pelotão

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Slimani marcou o primeiro golo do clássico

FRANCISCO LEONG

Sporting venceu o clássico contra o FC Porto (o primeiro com os novos patrocinadores NOS e MEO nas camisolas), por 2-0, e voltou ao 1º lugar da Liga portuguesa, à 15ª jornada

No início de dezembro, o Porto roubou ao Sporting a equipa de ciclismo (a história está toda AQUI) e, esta noite, o Sporting respondeu adequadamente, a meias entre as duas rodas e as duas balizas: não só apresentou (outra) nova equipa de ciclismo (Sporting-Tavira) no intervalo do clássico, como derrotou o Porto e recuperou o 1º lugar da Liga portuguesa.

Mais: o Sporting não só venceu, como convenceu. A equipa de Jorge Jesus dominou grande parte do jogo e o Porto nunca pareceu ter capacidade para mais, exceção feita aos primeiros minutos da partida, quando até entrou melhor do que o Sporting.

O problema é que a entrada segura ruiu quando apareceu o suspeito do costume no ataque do Sporting: Slimani, claro. Aos 27', Jefferson bateu um livre para área e Slimani livrou-se de Indi (hoje no lugar de Marcano, que tem somado exibições infelizes) e de Danilo para marcar o primeiro golo de cabeça.

O jogo, que já estava num ritmo frenético, ainda acelerou mais com o 1-0, com o Porto a responder imediatamente. Os portistas foram tentanto, como habitualmente, forçar as situações de igualdade numérica nos corredores laterais, mas foi pelo corredor central que Danilo conseguiu isolar Aboubakar. Só que o camaronês teve pela frente um grande Rui Patrício, que lhe roubou o golo.

A cabeça (e os pés) de Slimani valeram a vitória ao Sporting

A cabeça (e os pés) de Slimani valeram a vitória ao Sporting

PATRICIA DE MELO MOREIRA

A partir daí, especialmente na 2ª parte, o coletivo do Sporting foi sempre superior ao do Porto, que aparecia mais em rasgos individuais de Corona e Brahimi. É que a equipa de Jorge Jesus, apesar de ter tido um grande João Mário, na ala, e um grande Ruiz, no meio, destaca-se porque torna tudo mais fácil coletivamente, por ter um modelo definido praticamente ao milímetro pelo treinador, que deixa os jogadores sempre a saber onde está X, para onde vai Y, o que irá fazer Z e por aí fora.

Foi assim que Adrien (o Z) sabia para onde ia João Mário (o Y) e este, por sua vez, sabia onde estaria X (Slimani) à espera da bola: não deu golo, mas deu uma jogada para mais tarde recordar e um cabeceamento à trave.

Pouco depois, Adrien também atirou ao poste, com um remate fora da área (tantos jogadores do Sporting que apareceram sem pressão nesta zona...), mas foi novamente o suspeito do costume a resolver o clássico: Ruiz isolou Slimani com um passe fantástico pelo meio da defesa portista (Maxi deveria estar a fechar por dentro) e o avançado recebeu na área e fez o 2-0.

No final, num ambiente de festa como há muito não se via em Alvalade (foram 49.382 espectadores, a melhor assistência de sempre), os sportinguistas acabaram a entoar “olés”. Com razão, acrescente-se. É que o Sporting já está a sprintar para longe do pelotão: voltou ao 1º lugar, com 38 pontos (Porto 36 e Benfica 34), e já ganhou aos dois rivais. Só falta mesmo cortar a meta. 14 anos depois.