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Isso são coisas entre o Barça e o Madrid

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FACUNDO ARRIZABALAGA/epa

Kevin Roldán queria ser jogador mas acabou cantor. Só que foi o futebol a dar-lhe notoriedade mundial: cantou para os jogadores do Real Madrid, numa festa de aniversário para esquecer, e encantou os jogadores do Barcelona. O Expresso continua a apresentar os acontecimentos desportivos de 2015 que mais vale esquecer em 2016

Quem é Kevin Roldán? A resposta a esta pergunta depende de um dia que fez muita diferença na vida deste rapaz de 22 anos. A 6 de fevereiro de 2015, Kevin Roldán era um cantor colombiano conhecido no seu país natal e pouco mais. A 7 de fevereiro, Kevin Roldán passou a ser um cantor conhecido mundialmente.

A diferença nessas 24 horas foi uma festa em Madrid, onde Cristiano Ronaldo juntou os amigos - muitos deles jogadores do Real - para celebrar o 30º aniversário com pompa e circunstância. Como uma festa não é festa sem música, Ronaldo convidou um cantor para animar as hostes: Kevin Roldán.

O colombiano assumiu o microfone e às tantas até protagonizou um dueto com o aniversariante, cuja proficiência em espanhol (e lábia) é bem mais do que suficiente para cantar "Si tú no te enamoras/ Podemos pasar un par de horas/ Lo podemos repetir/ Siempre que te sientas sola". Até aqui tudo bem e quem nunca acabou uma noite animada a cantar e/ou a desafinar que atire a primeira imperial (ou garrafa de champanhe Louis Roederer, no caso da festa em questão).

O problema é que, horas antes da animação, o Real Madrid tinha estado no Vicente Calderón, casa do rival Atlético, a ser humilhado com uma derrota por 4-0. Se uma festa depois de tal goleada já não caía bem junto de alguns (houve jogadores que não compareceram), pior ainda foi quando Roldán decidiu publicar nas redes sociais fotos e vídeos da festa e do dueto que protagonizou com Ronaldo.

Os adeptos não gostaram e fizeram sabê-lo nos dias seguintes, assobiando em treinos e em jogos, obrigando Carlo Ancelotti, então treinador do Real, a ter de esclarecer que ninguém tinha feito nada de mal. Nem os jogadores nem Kevin Roldán, que com tanta publicidade (ninguém lhe disse que não podia publicar nada nas redes sociais, explicou) passou a ter milhões de visualizações e seguidores nas redes sociais - notariedade bem mais proveitosa do que os pouco mais de 21 mil euros que terá recebido para ir à festa, escreveu o "El Mundo" que entrevistou o cantor que gostaria de "jogar com Ronaldo". Não lhe chegou cantar? Não. Quer dizer, não é bem isso. É que Roldán falava do seu ídolo: Ronaldo, "o gordo", disse ele, ou Ronaldo, "o verdadeiro", como disse um dia Mourinho.

Como se a notoriedade que Roldán conquistou depois deste episódio para esquecer na vida de Ronaldo já não fosse suficiente, o nome do colombiano voltou à baila no futebol em junho. Mas desta vez no outro lado da barricada, em Barcelona: "Quero agradecer à equipa, ao staff, aos funcionários, aos médicos, aos fisioterapeutas, aos adeptos, à direção... e a Kevin Roldán. Foi contigo que tudo começou". A graçola de Gerard Piqué, um daqueles poucos jogadores que são tudo menos robôs no discurso que têm perante os adeptos e a comunicação social, caiu que nem ginjas na festa de celebração do triplete do Barcelona, que conquistou na época passada a Liga, a Liga dos Campeões e a Taça do Rei.

É que o princípio do fim do Real Madrid de Ancelotti começou naquele 7 de fevereiro. Depois da goleada perante o Atlético, o Barcelona aproximou-se da liderança e, um mês depois, roubou-a e cimentou-a com uma vitória perante o Real, por 2-1.

O resto, como dizem, é história: o Barcelona ganhou tudo, o Real ficou sem Ancelotti e Piqué passou a ser fortemente assobiado em jogos da seleção espanhola, presumivelmente por adeptos madrilenos. Nada que o aflija, claro. "Isso são coisas entre Barça e Madrid e não com a seleção. Voltaria a fazer aquele comentário, claro. Foi apenas uma celebração." Uma celebração para esquecer, disseram os críticos. Duas celebrações para recordar, agradeceu Roldán.

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