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O melhor mesmo é não mexer um dedo

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Quase tudo pode acontecer num jogo de futebol, especialmente quando o árbitro está a olhar para o lado. Mas insultos, cabeçadas e dentadas são para meninos ao pé da criatividade de Gonzalo Jara, que teve um momento para esquecer quando enfiou um dedo no... bom, é melhor ver o vídeo. O Expresso continua a apresenta os 10 acontecimentos desportivos de 2015 que mais vale esquecer em 2016

O uruguaio Edinson Cavani (de camisola azul) disputa um lance com o chileno Gonzalo Jara (de camisola encarnada) num jogo de qualificação para o Mundial de 2018

O uruguaio Edinson Cavani (de camisola azul) disputa um lance com o chileno Gonzalo Jara (de camisola encarnada) num jogo de qualificação para o Mundial de 2018

ANDRES STAPFF/reuters

Ninguém se vai armar em falso moralista, pois não? Não? Não. Então pronto, vamos lá admitir isto antes que o Pai Natal nos deixe fora da lista por sermos mentirosos: toda a gente sabe que uma parte importante de qualquer jogo é tentar desestabilizar o adversário. Seja por mind games (obrigada, Mourinho), simples olhares, empurrões casuais ou pondo os dedos onde não se deve.

Nesta altura, o leitor menos atlético, especialmente aquele que nunca tenha jogado andebol e basquetebol, vai ficar confuso com esta história dos dedos. Dedos no olho? Não, isso foi Mourinho naquele jogo para esquecer. Dedos no nariz? Não, isso é só uma mania do selecionador alemão. Então, dedos onde? Gonzalo Jara explica:

Naquele jogo dos quartos de final da Copa América, a tática, digamos assim, de Jara correu bem: Cavani (o que foi surpreendido com o dedo no...) reagiu mal (reagir bem seria difícil, de facto) e foi expulso, e o Chile acabou por ganhar o jogo por 1-0.

O problema apareceu no final dos 90 minutos: a cena reprovável foi criticada por todos (inclusive pelo clube do jogador, o Mainz) e Jara foi, obviamente, suspenso por três jogos por "conduta antidesportiva", quase ofuscando a vitória histórica do impressionante Chile de Jorge Sampaoli na Copa América.

Mais: a história do dedo à retaguarda não era virgem em Jara, que já tinha, em 2013, posto os dedos onde não devia (desta vez mais à frente), também num jogo contra o Uruguai.

A vítima então foi Luis Suárez que, ao contrário de Cavani, não ficou só pela estalada de aviso: respondeu mesmo ao murro (bem, pelo menos não se lembrou de lhe dar uma dentada). O árbitro não viu e os dedos mágicos de Jara passaram sem castigo. Até este ano, claro. Moral da história: o melhor é mesmo não mexer um dedo.

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