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Mourinho: Ano sábatico? Isso é para meninos (como Guardiola ou Ancelotti)

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Dylan Martinez / Reuters

Num comunicado enviado aos jornais ingleses, a entourage do português garante que ele vai voltar a treinar brevemente

Há quem o faça e se ele o fizesse nada de mal viria ao mundo. Só que não faz o seu estilo. “Ele não vai tirar um ano sabático. Ele não está cansado, ele não precisa disso.” A entourage Gestifute, de Jorge Mendes, enviou um comunicado aos media ingleses e garantiu que Mourinho não ia embarcar numa pausa para reflexão depois do despedimento do Chelsea. “Ele está muito positivo e já está a pensar no futuro dele”, garante o mesmo texto.

Ou seja, aquilo que Guardiola fez, no pós-Barcelona, uma viagem de redescoberta interior em que descobriu o alemão que havia nele, não é para Mourinho. Nem, aliás, aquilo que Ancelotti está a fazer, no pós-Real Madrid, que é uma espécie de reboot para aprender o que outros andam a fazer.

O que Mourinho vai fazer é espreitar uma oportunidade de trabalho enquanto mantém residência em Londres, onde foi feliz e fez felizes muitos fãs do Chelsea, com os “oito títulos que conquistou”. E que fique claro: “O José já optou por deixar alguns clubes na sua carreira, mas no Chelsea foi o clube que decidiu que ele devia sair.”

Bom, mas para que Mourinho volte ao trabalho é preciso que alguém perca o emprego, certo? E, para os ingleses, ninguém está mais perto de ser despedido do que Louis van Gaal, o holandês que dirige o Manchester United com o insucesso que se (re)conhece. Segundo o "Independent", Mendes já terá usado as boas relações que mantém com o "vice" do United, Ed Woodward, fazendo-lhe crer que Mourinho seria o homem certo para o lugar.

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    Não havia falta de confiança no Chelsea, mas falta de pachorra. Mourinho foi mordido pelo monstro que criou - porque foi com ele que o Chelsea voltou a ser efetivamente grande. E depois entra a ironia suprema do futebol: o último desaire do técnico português acontece contra o Leicester de Ranieri, um tipo que o português desprezou e ridicularizou (e que substituiu no Chelsea em 2004). A análise de Pedro Candeias, editor de Desporto do Expresso

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    “Impulsiva e ingénua.” Estas foram as palavras que Mourinho usou em agosto para descrever a médica do Chelsea - ela saiu pouco depois por causa dele, ele saiu agora talvez por causa dela