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“Sinto-me traído.” Mourinho depois da derrota fatal

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JOSÉ COELHO/ Lusa

São as últimas declarações públicas do treinador português antes de ter sido despedido do Chelsea. Clube inglês e Mourinho voltam a separar-se - desta vez sete meses depois da conquista do título inglês

Foi segunda-feira: o Chelsea, dias depois de ter criado um grande problema a Lopetegui e eliminado o FC Porto da Champions, visitou o Leicester. E não era uma visita qualquer: a modesta equipa treinada pelo italiano Ranieri é simplesmente o líder do campeonato - era-o na segunda, continua a sê-lo esta quinta-feira, dia em que Mourinho foi despedido dos blues.

A visita ao terreno do Leicester acabou como outros oito dos 14 jogos do Chelsea até então na liga inglesa: com uma derrota, esta por 2-1. No final, o técnico português não poupou os jogadores. “Sinto que o meu trabalho foi traído. Preparámos esta partida durante quatro dias. Eu identifiquei quatro movimentos habituais da equipa do Leicester que têm resultado em muitos golos. Duas dessas situações que identificámos resultaram em golos neste jogo contra nós. Explicámos tudo detalhadamente aos jogadores antes do desafio - perguntem-lhes.”

Depois do jogo, da derrota, do lamento, das críticas e da deceção, a pergunta evidente: “Senhor Mourinho, tem condições para continuar à frente do clube?” Senhor Mourinho respondeu à José Mourinho: “A única coisa que posso dizer é que eu quero continuar. Conhecem-me bem - três anos agora e três anos na primeira vez - e sabem que eu não receio um grande desafio e, neste momento, este é um grande desafio. Quero ficar e espero que o senhor Abramovich e a direção também o desejem”.

Três dias depois não o desejaram. Sete meses após a conquista do campeonato, Mourinho volta a sair do seu Chelsea. Na primeira vez aconteceu na sequência de um empate caseiro com o Rosenborg para a Champions, agora é num ano dramático na liga inglesa - mas decente na Europa, com uma derrota no Dragão e um empate em Kiev, mas ainda assim nos oitavos da Champions.