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E quem sucede a Mourinho: Guardiola, Juande de Ramos, o bombeiro do Chelsea?

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Abriu a época das especulações. Treinadores há muitos, José Mourinho só há um - e já não está no Chelsea, por isso começam a aparecer os candidatos à sucessão

Guus Hiddink pode voltar a fazer de bombeiro

Guus Hiddink pode voltar a fazer de bombeiro

Guardiola é daqueles sonhos comuns aos clubes dessa Europa e mais além - mas é também um arquirrival de Mourinho. O nome dele, que estará sempre nas listas de candidatos à sucessão do português - seja nas mais realistas ou nas mais especulativas -, traz sempre esse grão de provocação a Mourinho. Diz-se que o espanhol deixará o Bayern no fim do ano e o Manchester City seria destino quase certo, mas agora o Chelsea pôs-se a jeito para entrar na corrida pelo homem que transformou o futebol do Barcelona e, por inerência das conquistas dos catalães, o futebol global.

Mas há um outro nome que começou a correr esta quinta-feira em Londres e que não tem o romantismo e o sex-appeal de Guardiola, mas tem currículo para aspirar ao cargo: Juande Ramos, espanhol que levou o Dnipro à final da última edição da Liga Europa e que já passou por Barcelona B, Betis, Espanhol, Málaga, Sevilha, Tottenham, Real Madrid e CSKA de Mosvoco.

Depois há o bombeiro do Chelsea, Guus Hiddink. Em 2009 saiu em socorro do amigo Abramovich quando a experiência com Scolari correu menos bem - era uma solução temporária e foi como tal que as partes o assumiram e divulgaram. O holandês entrou e fez dos blues o que eles não tinham sido com o brasileiro que liderou Portugal: agressivos, temidos, potentes. Chegou às meias da Champions e caiu naquele célebre jogo em que Tom Henning Ovrebo deixou passar pelo menos três penáltis contra o Barcelona - há quem diga que foram cinco, mas foram certamente muitos.

O Chelsea tinha perdido por 2-1 em Camp Nou e esteve a vencer por 1-0 até aos 90 minutos - com uns penáltis em cima, a coisa podia ter sido mais vistosa à entrada desse minuto 90, que se tornou fatal. Iniesta fez daqueles maldades ao adversário que são beldades para quem ama o jogo e o Chelsea tombava com um 1-1. “It’s a fucking disgrace!” tornou-se observação que virou lema da frustração dos britânicos. Hiddink caiu, mas saiu em ombros. Pode estar de volta.