Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

FIFA. Prisão domiciliária e caução milionária para vice-presidente

  • 333

LUCAS JACKSON / REUTERS

Detido a 3 de dezembro em Zurique, Juan Angel Napout aceitou a sua extradição para os Estados Unidos. Esta terça-feira começou a ser ouvido num tribunal em Nova Iorque, no âmbito do escândalo que abalou o organismo que tutela o futebol mundial

O ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) Juan Angel Napout, ouvido esta terça-feira pela justiça norte-americana, vai aguardar em prisão domiciliária o processo de investigação contra si, além de pagar uma fiança de 20 milhões de dólares (18,2 milhões de euros).

O paraguaio, vice-presidente suspenso da FIFA, tinha sido extraditado para os Estados Unidos e começou a ser ouvido num tribunal em Nova Iorque esta terça-feira, no âmbito do escândalo que abalou o organismo que tutela o futebol mundial. Detido a 3 de dezembro em Zurique, Napout aceitou a sua extradição para os Estados Unidos, apesar de numa primeira audição judicial após a sua detenção ter recusado deixar a Suíça.

No mesmo dia foi também detido o vice-presidente da FIFA Alfredo Hawit e confirmada pelo Departamento de Justiça norte-americano a existência de 16 novos acusados no âmbito do caso, oito dos quais admitiram a sua implicação.

Na audição desta terça-feira, que durou cerca de 45 minutos, Napout foi confrontado com suspeitas de conspiração, branqueamento de capitais e fraude. No final da audição, ficou determinado que Napout aguardará o decorrer da investigação em prisão domiciliária, tendo de pagar uma caução milionária de 20 milhões de dólares. Desee valor, Napout terá de pagar já esta quarta-feira metade, sete milhões até sexta-feira e os restantes três avaliados em bens arrestados.

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Joseph Blatter como presidente do organismo máximo do futebol mundial, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou à acusação de 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, que foram marcadas para 26 de fevereiro de 2016.

A 25 de setembro, o Ministério Público suíço instaurou um processo criminal a Blatter, que foi interrogado na qualidade de arguido, por suspeita de gestão danosa, apropriação indevida de fundos e abuso de confiança.

A 8 de outubro, Blatter, o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, e o presidente da UEFA, o também francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética da FIFA, por implicação no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

Na base das suspensões estão os inquéritos que decorrem no próprio órgão da FIFA, ainda que vários outros responsáveis do organismo mundial estejam também a ser investigados pelas autoridades suíças e norte-americanas.