Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

Adidas admite “divorciar-se” da FIFA

  • 333

Joseph Blatter exibe a Jabulani, bola oficial do Mundial de futebol realizado na África do Sul, em 2010

GIANLUIGI GUERCIA / AFP / Getty Images

“Se a FIFA conseguir reformar-se e, na minha opinião, estão no bom caminho para o fazer, vamos continuar com a parceria. Se não o fizer, tenho de refletir e pensar em alternativas”, afirma o presidente da multinacional

Herbert Hainer, presidente da multinacional de equipamentos desportivos Adidas, um dos principais parceiros da FIFA, admitiu 'romper' com o organismo caso não se apliquem reformas após o escândalo de corrupção que abala a entidade.

"Se a FIFA conseguir reformar-se e, na minha opinião, estão no bom caminho para o fazer, vamos continuar com a parceria. Se não o fizer, tenho de refletir e pensar em alternativas", admitiu Hainer, em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt.

Enquanto a Adidas, cujo contrato com a FIFA expira em 2030, tem optado por uma posição mais moderada, outros grandes parceiros, como a Coca-Cola ou a Visa, já pediram publicamente a saída de Joseph Blatter, presidente demissionário.
Pela primeira vez, Herbet Hainer admitiu um eventual 'divórcio' com a FIFA, insistindo na "absoluta inocência" da Adidas no escândalo de corrupção que abala o organismo.

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Joseph Blatter como presidente do organismo máximo do futebol mundial, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou à acusação de 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo caminho para novas eleições, que foram marcadas para 26 de fevereiro de 2016.

A 25 de setembro, o Ministério Público suíço instaurou um processo criminal a Blatter, que foi interrogado na qualidade de arguido, por suspeita de gestão danosa, apropriação indevida de fundos e abuso de confiança.

A 8 de outubro, Blatter, o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, e o presidente da UEFA, o também francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética da FIFA, por implicação no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

Na base das suspensões estão os inquéritos que decorrem no próprio órgão da FIFA, ainda que vários outros responsáveis do organismo mundial estejam também a ser investigados pelas autoridades suíças e norte-americanas.