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Na Choupana são onze contra onze e no final ganha o nevoeiro

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Com nevoeiro (e camisolas brancas), estava difícil ver o Nacional-Porto

HOMEM DE GOUVEIA/Lusa

Nacional da Madeira 1; FC Porto 2; nevoeiro 3. O Porto vencia o Nacional quando o jogo teve de ser interrompido (três vezes - e, depois, definitivamente) devido ao nevoeiro na Choupana

Lopetegui tem sido - utilizando uma palavra da qual ele tanto gosta - o protagonista do FC Porto nos últimos dias, depois do onze que escolheu para defrontar o Chelsea em Londres, onde os portistas tinham de ganhar (mas jogaram sem Aboubakar) e acabaram por perder. Ora se nos últimos dias Lopetegui pediu ou não a demissão, ou se matou ou não Kennedy (como disse na antevisão do jogo), só o próprio saberá (quer dizer, Lee Harvey Oswald também), mas de uma coisa está safo: não foi ele o culpado do final de jogo miserável que se viu esta tarde na Choupana.

O único culpado foi mesmo o (habitual) nevoeiro da Choupana, que esta época já tinha adiado o União da Madeira-Benfica e hoje obrigou a que o Nacional-Porto fosse interrompido três vezes.

O árbitro Jorge Sousa parou o jogo aos 65', aos 78' e aos 83', sempre à espera que as condições melhorassem, mas não houve essa sorte (quem sabe se Fernando Santos estivesse no estádio...) e o jogo teve mesmo de ser cancelado definitivamente.

HOMEM DE GOUVEIA/Lusa

Quando ainda se conseguia ver qualquer coisa, o Porto vencia por 2-1. Os portistas, com Aboubakar e Rúben Neves de volta ao onze, estiveram sempre em vantagem num jogo que começou animado: houve golos aos 6', aos 8' e aos 14'.

Marcano marcou o primeiro, na sequência de um canto, e Willyan respondeu da mesma forma logo nos minutos seguintes. Depois foi a vez de Brahimi marcar, na recarga a um remate de Herrera defendido por Rui Silva.

Apesar de o Porto ter tido mais posse de bola (que diferença faz Neves no meio - o mesmo não se pode dizer de Herrera), o jogo esteve sempre muito dividido, com o Nacional a estar perto do golo logo no início da 2ª parte (e a reclamar um penálti por mão de Marcano).

Logo depois, apareceu o nevoeiro. E a única coisa que se via era a publicidade fluorescente na parte de trás das camisolas do Nacional. Futebol, nem vê-lo. Agora só amanhã, às 12h30, quando serão jogados os últimos 15 minutos que faltam.