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Uma autoestrada para jipes

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A pista das 24 Horas TT Vila de Fronteira apresenta-se, ainda, lisa e completamente seca, permitindo voltas-canhão. Mas amanhã, a partir das primeiras horas de prova já não será assim

Se os guerreiros que em 1384 ajudaram Nuno Álvares a derrotar os castelhanos na batalha de Atoleiros voltassem a este mundo não acreditariam no que a mudança climática fez ao norte alentejano: não há uma nuvem no céu e o terreno está tão seco como se estivéssemos em Agosto. Que é feito dos lamaçais alentejanos e das ribeiras caudalosas que foram decisivos para a derrota dos invasores há quase sete séculos?

É de facto com a pista muito seca que se vão disputar as 24 Horas TT Vila de Fronteira, cujos treinos começaram nesta tarde de sexta-feira. Os riscos postos pela provável existência de muito pó nos 17 km da pista levaram o director da prova, Orlando Romana, a fraccionar a tomada de tempo em três mangas, de forma a que nunca houvesse mais de duas a três dezenas de viaturas em pista.

Nas primeiras impressões já houve quem fizesse tempos verdadeiramente canhão, caso da equipa nº 22, a luso-francesa de Alexandre Andrade que completou os 17 km do perímetro em nove minutos e meio. É um andamento excepcional, provável recorde, mas só possível com o piso ainda muito pouco degradado e poucos carros em prova.

A partida será amanhã às 14.00, com mais de 80 viaturas na grelha e antes disso vos contarei o que se for passando, inclusivamente com as minhas próprias impressões ao volante, em novas crónicas. Até lá, portanto.

  • Piso muito seco e muito pó obrigaram a organização das 24H TT Vila de Fronteira a alterar o horário dos treinos da prova