Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

Platini. Comité de Ética da FIFA pede irradiação vitalícia

  • 333

ERIC GAILLARD / Reuters

Investigado por corrupção passiva e suspenso provisoriamente da liderança da UEFA, o antigo craque francês arrisca castigo para a vida no dirigismo desportivo. Em causa está um alegado pagamento (€1.8 milhões) por baixo da mesa de Joseph Blatter

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Após ter visto recusada, por enquanto até ver, a cobiçada candidatura à presidência da FIFA, Michel Platini corre o risco de ser irradiado para sempre das instâncias futebolísticas a nível mundial. O Comité de Ética da FIFA, que ditou este mês a suspensão cautelar do ainda líder formal da UEFA até 5 de janeiro, prepara-se para pedir a irradiação permanente do dirigismo desportivo por parte do antigo ídolo da seleção francesa

A decisão do órgão de justiça da FIFA, presidido pelo juiz alemão Hans.Joachim Eckert, será oficialmente anunciada no início de dezembro. Segundo informa o site do "El País", os instrutores da FIFA continuam a investigar o pagamento de 1,8 milhões de euros por parte da FIFA a Platini, em 2011. A transação, não justificada, atinge ainda Joseph Blatter, suspenso da presidência da FIFA na sequência do megaescândalo que colocou a nu um esquema de corrupção na atribuição dos Mundiais de 2018 e de 2014, à Rússia e ao Qatar, respetivamente.

Jogo eleitoralista?

A equipa de advogados de Platini, liderada por Thomas Clay, considera que a confirmar-se a fuga de informação porcessual a deliberação “é absurda e delirante”, desacreditando definitivamente a FIFA. “É um autêntico escândalo. Está-se a instrumentalizar o calendário eleitoral e uma estratégia muito clara para eliminar a candidatura de Platini”, refere o jurista.

As eleições na FIFA estão marcadas 26 de fevereiro, tendo o Comité Eleitoral recusado a nome de Platini devido à abertura da investigação por suspeita de corrupção passiva. Caso se confirme a definitiva queda em desgraça do tri-Bola de Ouro, a defesa irá recorrer do castigo vitalício para o Tribunal Artbitral do Desporto, em Lausanne, a última instância de recurso a nível desportivo. “O único órgão independente, sério e autónomo do contexto eleitoral e das pressões exercidas no seio da FIFA”, alegam os advogados.