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Rali de Gales fecha temporada do WRC

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Massimo Bettiol / Getty Images

O Mundial de Ralis termina este ano com o habitual Walles Rally GB, mas em 2016 a despedida será feita na Austrália

Pedro Roriz

Estreado em 1932, com 367 equipas a alinharem à partida, e desde 1960 realizado em estradas florestais, o Walles Rally GB, depois de ter passado pela Inglaterra e pela Escócia, tem o seu centro nevrálgico localizado em Gales desde 2000. Na edição deste ano, as novidades são o local de partida da prova, o centro de Llandudno, esta quinta-feira, e o regresso das clássicas especiais de Myherin e Great Orme.

Não há muito de especial para decidir neste rali, uma vez que os títulos já estão na posse do francês Sébastien Ogier (pilotos) e VW (marcas). A prova galesa, uma das mais difíceis por causa da constante alteração das condições de aderência, devido à chuva, neve, gelo e/ou nevoeiro, pode permitir uma competição aberta, uma vez que todos vão querer brilhar.

À partida, a superioridade será dos pilotos da marca alemã, dado que o norueguês Andreas Mikkelsen (VW Polo R WRC) ganhou a prova anterior, em Espanha. O piloto vai querer certamente repetir o feito mas, desta vez, sem beneficiar do erro de Ogier na derradeira especial.

O tricampeão mundial não quer, de certeza, perder a oportunidade de regressar aos triunfos, que lhe escaparam nas duas últimas provas. Pelo contrário, Ogier pretende somar a sua oitava vitória da temporada, enquanto o finlandês Jari-Matti Latvala estará apostado em reforçar a sua posição de número dois da VW, perante a ameaça do norueguês Mikkelsen.

Situação semelhante é vivida na Hyundai, onde o neo-zelandês Hayden Paddon tem vindo a ganhar protagonismo que o pode levar à equipa principal da marca sul-coreana, a tempo inteiro, com o espanhol Dani Sordo e o belga Thierry Neuville. Caso permaneça na marca, o piloto neo-zelandês terá de procurar impor a sua experiência, de forma a conter o brilhantismo do seu colega mais novo.

Na Citroen, o inglês Elfyn Evans e o norueguês Mads Ostberg têm de “apresentar trabalho”, porque nada está decidido em relação a 2016 e o desempenho na prova britânica pode ser importante para a escolha da dupla de pilotos para o próximo ano. Este poderá ser a último da marca do “double chevron” no WRC, uma vez que as atenções parecem agora estar mais viradas para o WTCC (Campeonato do Mundo de Carros de Turismo).

O Rali de Gales decidir-se-á em 19 provas de classificação (seis na sexta, nove no sábado e quatro no domingo), que totalizam 310,15 dos 1469,29 km do total do percurso.