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Eva Carneiro processa Mourinho

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IAN KINGTON/AFP/Getty Images

Antiga médica do Chelsea processa clube por alegadamente ter preparado o seu despedimento e também o treinador português, que acusa de ter feito o "serviço" nesse sentido

Eva Carneiro, de 42 anos, era uma desconhecida do grande público até ter provocado a ira a José Mourinho, em direto num jogo do Chelsea contra o Swansea City (que acabaria empatado 2-2). No primeiro jogo da temporada inglesa, a 8 de agosto, a médica do clube entrou no campo para assistir Eden Hazard, depois de ter sido chamada pelo árbitro. Mourinho ficou visivelmente furioso e criticaria depois a médica (bem como o fisioterapeuta Jon Fearn), a quem chamou de "impulsiva e ingénua": o clube ficou temporariamente reduzida a nova jogadores. E Eva Carneiro nunca mais se sentou no banco. Acabou por sair da equipa principal e, depois, do próprio clube.

Agora, a médica acusa o Chelsea de ter orquestrado o seu despedimento, recorrendo à figura jurídica prevista na lei inglesa de "constructive dismissal", que acontece quando alguém é despedido por resonsabilidade do seu empregador. Mais do que isso, Eva Carneiro processou pessoalmente José Mourinho, por considerar que ele foi instrumental no processo que levou à sua saída.

Como explica o The Guardian hoje, isso significa que Mourinho terá de comparecer pessoalmente no tribunal de Trabalho, a não ser que entretanto as partes cheguem a um acordo extra-judicial. As sessões neste tribunal são públicas, o que leva a imprensa inglesa a acreditar que pode haver um acordo antes, de modo a evitar o embaraço da exposição das partes envolvidas.

O caso aparece numa altura em que a popularidade de Mourinho está na mó de baixo, depois de mais uma derrota no fim de semana da sua equipa, desta vez contra o Liverpool. É a sexta derrota em 11 jogos do Chelsea na primeira liga inglesa.

Depois do episódio, Mourinho foi ilibado pela Football Association de usar linguagem descriminatória contra Eva Carneiro, num processo que foi criticada pela médica, que diz nem ter sido ouvida pela entidade.