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Prendas do Benfica aos árbitros? Vítor Pereira jura que não sabia

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Duas semanas depois de Bruno de Carvalho ter revelado a oferta aos árbitros, nos jogos da Luz, de camisolas, livro sobre Eusébio, ingresso no museu e vouchers de refeição, o presidente do conselho de arbitragem nega ter tido conhecimento de tais presentes por parte da direção do Benfica

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Após duas semanas de silêncio, Vítor Pereira desmentiu esta terça-feira de tarde que estivesse a par, tal como os restantes membros do conselho de arbitragem, de qualquer tipo de presentes aos árbitros por parte do clube da Luz, nos jogos dos encarnados em casa.

Num comunicado de oito pontos, o líder dos árbitros das I e II Ligas profissionais confirma que a denúncia feita pelo presidente do Sporting no programa “Prolongamento”, da TVI24, emitido a 5 de outubro, foi enviada de imediato para os órgãos competentes da justiça desportiva, alegando que não lhe compete “fazer juízos de valor sobre o teor das revelações, restando-lhe aguardar pelas decisões do conselho de disciplina”, o órgão com poder disciplinar na Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Vítor Pereira refere que, na manhã seguinte à denúncia de Bruno de Carvalho, questionou os outros quatro membros da secção profissional do conselho de arbitragem sobre se tinham conhecimento das ofertas divulgadas pelo presidente do Sporting, “tendo todos afirmado que desconheciam”.

Entre recriminações e apelo a todos os intervenientes do futebol para que defendam a imagem da modalidade, o desportivismo e o fair-play, Vítor Pereira lamenta “uma notícia com o título falso, no jornal ‘O Jogo’, ‘Vítor Pereira sabia das prendas’, de 8 de outubro”. O líder da arbitragem nacional sustenta ainda que a pergunta da rubrica do “Termómetro Desportivo”, publicada esta terça-feira no mesmo jornal, parta do errado pressuposto de que “Vítor Pereira já tinha conhecimento das prendas oferecidas pelo Benfica aos árbitros nos jogos domésticos”.

Segundo estimativas de Bruno de Carvalho, o pacote de prendas rondaria no total quase meio milhão de euros por época. O caso foi entretanto entregue pela FPF ao Ministério Público, mas o presidente dos leões já levantou dúvidas sobre a eficácia deste processo e defende que seja a própria FPF a tomar uma posição sobre a legalidade das oferendas.

A poucos dias do escaldante dérbi Benfica-Sporting, Vítor Pereira reafirma a sua confiança nos árbitros portugueses e está certo de que investigação “provará a seriedade dos árbitros”.