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Golfe. Portugal Masters de sonho para Andy Sullivan

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Andy Sullivan celebra a vitória

LUÍS FORRA

Em nove edições do torneio de dois milhões de euros em prémios que se joga anualmente em Vilamoura, nunca um golfista tinha liderado do primeiro ao último dia. Alguma vez haveria de acontecer e o jogador britânico de 28 anos entra para a história

Foi quase um passeio para Andy Sullivan. Com cinco pancadas de vantagem trazidas de véspera, este domingo o golfista britânico passou incólume pelos 18 buracos do percurso do campo Oceânico Victoria, em Vilamoura, e terminou a jornada com a terceira vitória da época e mais 333 mil euros na conta bancária.

Já vencedor este ano do Open da África do Sul e do Joburg Open, também na África do Sul, Sullivan nunca esteve em perigo. Se no sábado conseguiu suplantar as dificuldades colocadas pela forte ventania que complicou a vida a todos os jogadores, os derradeiros 6591 metros que teve de percorrer este domingo foram cumpridos nas condições perfeitas que qualquer golfista deseja: bom tempo, temperatura amena e vento dentro da normalidade. As previsões de uma manhã chuvosa não se confirmaram e o Portugal Masters, torneio que pontua para a Race to Dubai do European Tour e para os ranking mundial, olímpico e europeu da Ryder Cup terminou em beleza.

Sullivan teve um último percurso imaculado. Terminou o dia com 66 pancadas, cinco abaixo do Par. Os “birdies” consecutivos somados logo no início (buracos 4 e 5) ajudaram a cavar ainda mais a distância para os perseguidores e o britânico de 28 anos, profissional desde 2011 e que começou o torneio como 66.º jogador mundial, seguiu com confiança reforçada até final. Sempre muito aplaudido pela assistência, e sempre com um sorriso na face, nos segundos nove buracos melhorou até a sua performance, com mais três “birdies” no 14, 17 e 18.

Em nove edições do Portugal Masters, esta foi a primeira em que um único jogador passou pelo comando. Absolutamente merecido, pois, o banho de champanhe com que Sullivan foi brindado nos festejos após a sua última pancada.

O 2.º lugar acabou por ser arrebatado por outro golfista súbdito da rainha Isabel II, Chris Wood, que ao entregar um cartão com 68 pancadas terminou com um total de 270 e foi premiado com um cheque de 222 mil euros. Wood terminou com 14 pancadas abaixo do Par do campo e logrou deste modo ultrapassar Eduardo de La Rita, que começou o dia isolado na perseguição a Sullivan.

Acontece que o espanhol teve este domingo um dia mau, comparativamente com os outros três. Não resistiu à pressão dos perseguidores e só conseguiu igualar o Par do campo (71), depois de ter feito 65/67/68 pancadas na quinta, sexta e sábado. Acabou no grupo dos terceiros classificados, mas atrás do inglês Anthony Wall e do sul-africano Trevor Fischer Jr.

Se não fosse o “bogey” feito no derradeiro buraco, Wall poderia ter terminado o dia com menos seis pancadas e igualado com o compatriota Wood. Assim, acabou em 3.º e premiado com 125 mil euros.

Quanto aos dois jogadores portugueses presentes em Vilamoura, sortes diferentes para Ricardo Gouveia e Tomás Silva. O primeiro concluiu no grupo dos 31º classificados (subiu oito lugares), com um total de 279 pancadas, depois de ter fechado o dia com -3. Sorte diferente teve o jogador amador, que entregou um cartão onde inscreveu 74 pancadas, o pior registo dos quatro dias de torneio (71/68/73/74). O mau domingo fê-lo descer 20 posições e terminar em 69º, com um total de 286 pancadas, e apenas quatro jogadores atrás de si.

  • Último dia do Portugal Masters começou atrasado

    Partida da quarta volta do torneio que pontua para o European Tour começou duas horas depois do previsto, devido aos efeitos da intensa chuva caída durante a noite no campo Oceânico Victoria, em Vilamoura. Apesar do bom tempo, repetiu-se a saída de todos os jogadores no sistema "shot gun"