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Golfe. Portugal Masters conseguiu fintar a chuva

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FOTO LUÍS FORRA/LUSA

​Antecipando-se ao temporal previsto para o início da tarde deste sábado em Vilamoura, a direção do torneio Portugal Masters conseguiu que a terceira ronda do torneio de dois milhões de euros em prémios corresse sem interrupções. Britânico Andy Sullivan lidera com menos cinco pancadas do que o mais direto adversário

O terceiro dia do Portugal Masters em golfe chegou ao fim sem que o mau tempo previsto afetasse o torneio. Foi sábia a decisão tomada pelo diretor do evento, que decorre no campo Oceânico Victoria, em Vilamoura, de fazer sair para o campo todos os jogadores às 8h, no sistema "shot gun", e assim foi possível evitar as previsões meteorológicas de mau tempo a partir do início da tarde. Poucos minutos passavam das 13h e os primeiras bátegas abateram-se sobre o campo.

A preparação do campo para a terceira volta foi alterada, não só por causa da chuva mas também devido aos ventos fortes aguardados. Os "greens" não foram cortados e foi também decidido avançar alguns tees para tornar o campo mais acessível.

A verdade é que tudo correu conforme previsto. Vento muito, em todo o percurso, e de chuva intensa nem rasto. E no campo, o 9.º Portugal Masters continuou a ser dominado pelo inglês Andy Sullivan, que este ano venceu o Open da África do Sul e o Joburg Open e é o atual 66.º classificado do ranking mundial. Depois de terminar o segundo dia com 14 pancadas abaixo do Par do campo (71), o golfista britânico reforçou a liderança e terminou a terceira volta com um total de 195 pancadas (64/64/67), ou seja, -18 do que o Par. Este sábado, Sullivan terminou a sua volta com menos quatro pancadas (seis "birdies" e dois "bogeys").

Na sua mais direta perseguição segue Eduardo de La Rita, com 13 pancadas. O espanhol tem um agregado de 202 (65/67/68) e está manhã terminou a volta com -3 pancadas. E em terceiro lugar surge agora outro britânico, Chris Woods, que este sábado foi o melhor jogador em campo ao fazer seis pancadas abaixo do Par. Woods soma um total de 202 (68/69/65).
Quanto aos jogadores portugueses presentes no Algarve, apenas dois dos oito iniciais conseguiram passar o cut: Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva. O primeiro terminou a jornada na 39a posição, com um total de 211 pancadas (71/68/72), o que quer dizer que este foi o seu pior dia. Ricardo conseguiu quatro "birdies" ( uma pancada abaixo do Par), o problema foram os cinco "bogeys" que assinalou no seu cartão.

Melo Gouveia, de 24 anos, é o português melhor classificado no ranking mundial, no 123.º posto. Reside no Algarve e representa o Guardian Bom Sucesso Golfe. Preparou-se bem para um torneio que sonha ganhar, sabendo que um bom resultado poderá reforçar a sua presença (para já provisória) nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Quanto a Tomás Santos Silva segue na 48a posição, com um agregado de 212 pancadas (71/68/73). Este foi também o seu dia menos conseguido: quatro "birdies", quatro "bogeys" e um duplo "bogey" (duas pancadas acima do Par). Aos 23 anos, Tomás é ainda amador, sendo, aliás, o triplo campeão nacional amador. Estuda Gestão na universidade e ainda pensa numa carreira profissional no golfe a médio prazo. Ter passado pela primeira vez o cut num torneio do European Tour (a primeira divisão europeia) já foi um enorme feito.

Para a quarta e última volta aos 18 buracos do Oceânico Victoria, agendada para domingo, sabe-se já que vai repetir-se a cena deste sábado e todos os jogadores sairão em "shot gun", de novo às 8h. Contrariamente ao dia de hoje, a manhã de domingo será chuvosa mas permitirá que se jogue. Mas as previsões meteorológicas apontam para um agravamento substancial do estado do tempo a partir do fim da manhã, pelo que o diretor do torneio, o espanhol José Maria Zamora, decidiu seguir o exemplo deste sábado e que tão bons resultados deu.