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Domingo de elei... perdão, de jogões

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Benfica, Porto e Sporting não são os únicos a jogar no domingo: é dia de clássicos nas ligas europeias

Getty Images

Ajax-PSV (13h30, SportTV1)

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz ganhar

Nada como um bom clássico holandês à hora de almoço para começar a maratona de jogos marcada para domingo (bom, para o leitor mais madrugador há Dinamo Moscovo-CSKA antes, às 11h30, na SportTV2). O PSV é o campeão, depois de interromper quatro épocas de glória do Ajax, mas a equipa que apresentou Johan Cruijff ao mundo do futebol, atualmente liderada pelos ex-jogadores Frank e Ronald de Boer e Dennis Bergkamp, está no topo da Eredivisie com 19 pontos, mais cinco do que o PSV. A equipa que tem outro ex-internacional holandês como treinador, Phillip Cocu, conta com De Jong (e com o ex-sportinguista Schaars, lembra-se?) na frente, mas do outro lado também há um goleador com 7 golos: o puto talentoso El-Ghazi.

Phil Noble / Reuters

Everton-Liverpool (13h30, BTV2)

Um rei, um rio e uma banhada

Em 2013/14, Brendan Rodgers era um rei em Liverpool. Os reds, então ainda com Gerrard no meio-campo (este ano é a primeira vez que não há um jogador local no Liverpool), não ganharam a Premier League por um triz (na verdade, já lá vão 25 anos), mas o futuro parecia assegurado. Só que, na época passada, o Liverpool voltou à desilusão do costume: 6º lugar. E, esta época, 9º, atrás do Everton, 5º. Mas a diferença entre os rivais do dérbi de Merseyside — assim conhecido, desde 1894, porque o rio Mersey atravessa Liverpool — é de apenas um ponto, pelo que quem sair vitorioso fica a rir-se. O único problema é que para Rodgers está difícil rir: o Liverpool sofreu para derrotar uma equipa da 4ª divisão na Taça (ganhou nos penáltis) e os adeptos já gritaram por... Klopp.

Reuters Staff / Reuters

Arsenal-Manchester United (16h, BTV2)

Chelsea? O que é isso?

OK, podíamos ignorar o Chelsea, mas também não é caso para tanto: o campeão atravessa um mau momento, sim (14º, 8 pontos), mas mesmo assim ganhou ao Arsenal (4º, 13 pontos), há duas jornadas. O mesmo Arsenal que esta semana perdeu com o Olympiakos na Champions (2-3), com Ospina a fazer figura de urso na baliza e Wenger a irritar-se com os jornalistas, porque a culpa não foi da falta de Cech, disse ele, mas sim da defesa defeituosa. Algo que não se pode repetir perante o United (e, com Cech, dificilmente se repetirá...) de Depay e Martial, que têm brilhado e ajudado a equipa a conservar a liderança (16 pontos) e impulsionado Van Gaal a reconsiderar a reforma antecipada para a sua casa no Algarve: “Prometi à minha mulher ir para o nosso paraíso, mas nunca se sabe.”

Kai Pfaffenbach / Reuters

Bayern Munique-B. Dortmund (16h30, SportTV2)

Sabe como se diz “um brinde” em alemão?

Quarta-feira, um dia depois da goleada ao Zagreb (5-0) na Champions, os jogadores do Bayern não estavam a preparar o maior jogo da Bundesliga. Estavam a beber cerveja. “Vamos ao Oktoberfest. Depois há tempo para pensar no Dortmund”, disse um animado Guardiola. A confiança bávara é histórica e começa no lema do clube: “mia san mia”, ou seja, “somos o que o somos, gostem ou não”. E só tem aumentado com o registo 100% vitorioso, baseado nas assistências de Douglas Costa (6) e nos golos de Lewandowski (só esta semana foram 10). Mas, do lado oposto, também há goleador: Aubameyang, que marcou 9 dos 21 golos do novo Dortmund de Tuchel, uma espécie de mistura entre Klopp e Guardiola, que segue a apenas 4 pontos do líder. Um brinde a este jogo: prost!

Reuters Staff / Reuters

Atlético Madrid-Real Madrid (19h30, SportTV2)

Um dérbi lendário. Não é, Cristiano?

Um dérbi é um dérbi, e só assim já estava justificada a necessidade de ver o jogo. Mas este é ainda mais lendário. Não por assinalar a rivalidade que vem de 1906, mas porque tem um homem que continua a rebentar recordes (e devemos apreciá-lo, já que Messi está lesionado): com o bis ao Malmo, Ronaldo completou 324 golos pelo Real, ultrapassando os 323 de Raúl. E chegou aos 501 golos na carreira. “É impressionante”, disse Benitez; “é lendário”, disse Arbeloa; e é obra, dizemos nós, porque é o abono de família de um Real que segue pouco convincente, em 3º, com 14 pontos, mais dois do que o rival. Que tem a garra do costume para dar e vender, mas precisa de um bocadinho mais de talento, como se viu com o Benfica. Porque Griezmann é bom, mas não é Cristiano.

Jean Catuffe

PSG-Marselha (21h30, BTV2)

Allez les bleus

Para terminar o dia em beleza (atenção que este jogo é transmitido em diferido, porque o AC Milan joga com o Nápoles às 19h45 e a BTV2 não dá para tudo), há um clássico francês com a balança a pender para o azul mais escuro dos qataris — perdão, dos parisienses. É que o Marselha, apesar de ter disputado o título na época passada, segue agora (depois da saída de Bielsa) em 15º, com apenas oito pontos em oito jogos. Apesar de ter conseguido um empate com o Lyon, o jogo com o campeão PSG não augura nada de bom, uma vez que os rivais lideram com 20 pontos e têm tudo para revalidar o título sem grandes problemas. Basta Zlatan — que, com 108 golos, está prestes a bater o recorde dos 109 golos de Pauleta — continuar a tirar coelhos da cartola.