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Rali da Córsega. Mau tempo marca primeiro dia de prova

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Com os batedores bloqueados na segunda especial, a organização não teve outra alternativa senão anular a classificativa. Espera-se que possa vir a ser repetida no domingo, depois de a organização melhorar as condições de segurança

O mau tempo, marcado por chuva forte e vento intenso, que tem afetado a Córsega, marcou a primeira etapa da prova, que viu a segunda especial anulada, em consequência da queda de pedras e árvores no asfalto. A situação foi tão grave que os hotéis na zona de Porto Vecchio e Sartenas foram evacuados.

Para os pilotos, adivinhava-se um aumento de dificuldades, já que não dispunham de pneus de chuva, sendo obrigados a guiar com pneus pouco adequados às difíceis condições de aderência.

Para aumentar as dificuldades, a especial de abertura apresentava zonas com nevoeiro, e o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 WRC) foi o primeiro a ser apanhado nas “armadilhas” das estradas corsas, quando, ao fim do primeiro quilómetro, bateu numa ponte, arrancou uma roda e foi forçado a desistir.

O francês Sebastien Ogier (VW Polo R WRC) e o polaco Robert Kubica (Ford Fiesta RS WRC) partilhavam o comando, ao fazerem o mesmo tempo no troço de abertura, com o polaco a tirar partido do facto de ter cumprido a prova de classificação com melhores condições de visibilidade e aderência.

Entretanto, com os batedores bloqueados na segunda especial, a organização não teve outra alternativa senão anular a classificativa. Espera-se que possa vir a ser repetida no domingo, depois de a organização melhorar as condições de segurança.

A terceira e última especial do dia também esteve em risco de ser anulada, mas acabou por ser cumprida, com um atraso de 43 minutos. O inglês Elfyn Evans (Ford Escort RS WRC) foi o mais rápido e assumiu o comando, enquanto Sebastien Ogier furava, parava para trocar o pneu e perdia um minuto e meio para o inglês, que chegou a Bastia no comando da prova.

Quando terminou a prova, o inglês Elfyn Evans disse que nunca teve a impressão de estar a ser o mais rápido, já que "as condições de aderência estão sempre a mudar e é preciso ter muito cuidado com o 'aquaplaning', que foi o que traiu o Neville na primeira especial".

A prova corsa está a ser tão “estranha” que nas quatro primeiras posições estão quatro carros das marcas envolvidas no campeonato, algo que não tem sido habitual face à superioridade da VW, que tem o seu melhor piloto, o finlandês Jari-Matti Latvala, em terceiro, atrás ainda do holandês Kevin Abbring (Hyundai i20 WRC), o quarto homem da marca sul-coreana.

Amanhã, cumprir-se-á a ligação entre Bastia e Porto Vecchio, com três classificativas, uma delas anulada (a deste sábado), pelo que vai ser preciso esperar pela evolução das condições atmosféricas e pela reparação das estradas, de modo a que caravana seja levada até Porto Vecchio, que foi uma das zonas mais fustigadas pelo mau tempo.

Classificação geral, no final da 1ª etapa

1º Elfyn Evans/Daniel Barrit (Ford Fiesta RS WRC), 46.48,5

2º Kevin Abbring/Sebastian Marshall (Hyundai i20 WRC), a 18,7 s.

3º Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (VW Polo R WRC), a 22,9 s.

4º Mads Ostberg/Jonas Andersson (Citroen DS3 WRC), a 38,8 s.

5º Robert Kubica/Maciej Szczepaniak (Ford Fiesta RS WRC), a 40,3 s.

6º Stephane Sarrazin/Jean-Jacques Renucci (Ford Fiesta RS WRC), a 43,1 s.

7º Andreas Mikkelsen/Ola Floene (VW Polo R WRC), a 44,5 s.

8º Kris Meeke/Paul Nagle (Citroen DS3 WRC), a 47,0 s.

9º Bryan Bouffier/Thibault De La Haye (Ford Fiesta RS WRC), a 1.04,8

10º Sebastien Ogier/Julien Ingrassia (VW Polo R WRC), a 1.13,2