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Ronaldo: 220 golos à direita, 55 à esquerda, 47 de cabeça, 1 com o ombro. E... “desculpem, jornalistas, tenho sido um pouco cabrón”

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SERGIO PEREZ / Reuters

Cristiano Ronaldo foi homenageado pelo Real Madrid. O português é o maior goleador da história do maior e mais rico clube do planeta

O plantel estava lá todo atrás de Ronaldo, que tinha pela frente os troféus individuais que conquistou - entre eles as três Bolas de Ouro. É uma festa (quase) surpresa e o português está de fato e de gravata aos quadrados e tem ao seu lado direito Florentino Pérez na cerimónia. "Somos um clube que aspira a coisas impossíveis e somo-lo graças a gigantes como Cristiano Ronaldo. Só com talento e determinação é que se consegue chegar à eternidade", disse o presidente do Real Madrid.

Para a posteridade, ficam estes números: 323 golos em 308 jogos, 220 com o pé direito, 55 com o esquerdo, 47 de cabeça e 1 com o ombro. Esta enxurrada ficou assim dividida: 33 golos em 2009-10, 53 em 2010-12, 60 em 2011-12, 55 em 12-13, 51 em 13-14, 61 em 2014-15. São factos.

"Para mim", confessou Ronaldo, "é uma honra receber este prémio. Nunca me passou pela cabeça ser o melhor goleador da história do clube." E começaram os agradecimentos: "Os meus treinadores, Pellegrini, Mourinho, Ancelotti e Benitez, todos os empregados do clube. Todos." Pausa. "E aos jornalistas, com quem ultimamente tenho sido um pouco cabrón. É a minha forma de ser." E Ronaldo agradeceu ao pai, já desaparecido, à mãe, sempre presente, a Jorge Mendes, omnipresente. E deu uma olhada à farpela do filho. "E agradeço ao meu filho [Cristianinho], que nunca mais poderá usar meias brancas".

Moda é moda e Ronaldo não facilita - para a próxima, a roupa de Cristianinho será vistoriada pelo pai.

SERGIO PEREZ / Reuters