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Córsega. O regresso do rali das dez mil curvas

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Sébastien Ogier durante o “shakedown” realizado esta manhã em Ajaccio

Massimo Bettiol / Getty Images

Após sete anos de ausência, o Rali da Córsega está de regresso ao calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC)

Foi, durante muitos anos, uma das provas míticas do Mundial de ralis, com o asfalto corso de múltiplas curvas e contra-curvas a proporcionar algumas surpresas e também algumas vítimas. Aos poucos, porém, o Rali da Córsega foi perdendo prestígio e, nos últimos sete anos, a prova francesa pontuável para o WRC transferiu-se para a Alsácia, região de onde é natural Sébastien Loeb, antigo campeão mundial, título que repetiu durante nove anos seguidos.

Acontece que a passagem do piloto francês para o WTCC (Campeonato do Mundo de Carros de Turismo), a que se junta a estreia de Loeb na próxima edição do “Dakar”, ao volante de um Peugeot 2008 DKR, levou as autoridades alsacianas a optarem por prescindir da realização do rali, que assim regressa à ilha do Mediterrâneo.

A prova decidir-se-á em nove troços de classificação, sete das quais com mais de 35 quilómetros de extensão, o que obrigará a uma ponderada gestão do gasto dos pneus. Trata-se de uma prova à “moda antiga”, que vai levar a caravana de Ajaccio a Bastia e de Bastia a Porto Vecchio, antes do regresso ao ponto de partida, em lugar de estar centralizada numa única localidade, como tem sido norma nos últimos tempos.

Por outro lado, este é um dos raros ralis (Monte Carlo é o outro) onde é permitida a utilização de “batedores” que podem desempenhar um papel importante, muito em particular se o abrasivo asfalto corsa tiver condições de aderência irregulares.

Apesar de ser um rali novo, o que pode abrir a porta a uma surpresa, o favoritismo continua a ir para os pilotos da Volkswagen, com o tricampeão mundial, o francês Sébastien Ogier (VW Polo R WRC), que abre a estrada mas não tem de a “limpar”, a ter de ser apontado como o mais provável vencedor – muito embora a concorrência saiba que este será o traçado onde tem mais hipóteses de colocar em causa o domínio da marca alemã.

Resta saber quem vai assumir esse papel, havendo ainda a curiosidade de ver como decorre o duelo pelo 2º lugar do Mundial de marcas, entre a Hyundai e a Citroën, uma vez que a VW, tal como Ogier, já revalidou o respetivo ceptro.

Neste duelo entre a marca sul-coreana, atual 2ª classificada, e a francesa, o primeiro objetivo será o de impedir que o pódio seja monopolizado pela VW, como já sucedeu em Monte Carlo, Portugal e Alemanha.