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F1. Ferrari apostada em repetir no Japão sucesso de Singapura

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Rosto de Sebastien Vettel não esconde a confiança que reina na Ferrari depois do resultado obtido em Singapura

Toru Hanai

A seis corrida do fim do Mundial de Fórmula 1 e sem o título de pilotos estar garantido por Lewis Hamilton, apesar dos 41 pontos de avanço sobre o colega de equipa Rosberg e dos 49 sobre Vettel (Ferrari), haverá por certo muitas preocupações em Estugarda com este final da temporada

Pedro Roriz

Uma semana depois do alemão Sebastian Vettel (Ferrari) ter vencido o Grande Prémio de Singapura, a Fórmula 1 volta à ação, desta vez, no traçado japonês de Suzuka.

Embalada pela vitória no traçado da cidade-estado, a Ferrari não esconde o desejo de repetir o sucesso e de levar Vettel ao 2.º lugar do Mundial de pilotos, tanto mais que o alemão não escondeu que é preciso “tornar possível o impossível”.

Batida de forma clara num traçado de aceleração e travagem, a Mercedes tem no circuito nipónico a oportunidade de demonstrar que o mau resultado de Singapura (Lewis Hamilton desistiu e Nico Rosberg foi 4.º classificado) não passou de um acidente de percurso e que os “flechas de prata” estão prontos para continuarem a exercer o domínio que têm exibido por toda a parte desde o início do campeonato.

Contudo, fica a dúvida sobre o que sucedeu ao motor do carro do piloto inglês e líder do Mundial, pois a falta de potência revelada em Singapura pode levar à necessidade de trocar a unidade motriz e, como consequência, Hamilton poderá ser penalizado em termos de posição na grelha de partida.

A seis corrida do fim e sem o título estar garantido pelo atual campeão, apesar dos 41 pontos de avanço sobre Nico Rosberg e dos 49 sobre Sebastian Vettel, haverá por certo muitas preocupações em Estugarda com este final da temporada.

Para a Ferrari, a evolução que tem registado nas últimas corridas é um bom indicador e Vettel deverá voltar a ser o mais direto opositor dos pilotos da Mercedes e aquele que mais hipóteses tem de os voltar a surpreender.

Na verdade, o 2.º lugar obtido pelo australiano Daniel Ricciardo (Red Bull/Renault) em Singapura foi consequência do traçado do circuito não exigir uma grande velocidade de ponta, ao contrário do que sucede em Suzuka. Os motores Renault continuam a não permitir aos seus pilotos estarem no lote dos mais rápidos nesse capítulo.

Para a Honda, que joga em casa, a corrida quase obriga a McLaren a obter um bom resultado - no mínimo que os seus pilotos pontuem. A equipa vai apresentar um novo motor que, segundo os responsáveis nipónicos, deverá permitir ao espanhol Fernando Alonso e ao inglês Jenson Button lutarem por um lugar no “top 10”.

Bastidores a mexer

Entretanto, e ao contrário do que corria pelos bastidores, o mexicano Sérgio Perez e o venezuelano Pastor Maldonado não vão trocar de cadeiras, com o primeiro a permanecer na Force Índia, ao lado do alemão Nico Hulkenberg, e o segundo a continuar na Lotus, mesmo que a equipa seja comprada pela Renault, mas sem ter, por enquanto, companheiro de equipa.

É que o francês Romain Grosjean ainda não foi confirmado piloto da Lotus, mas tudo indica que poderá ser um dos homens da Haas F1 Team, a equipa norte-americana que deverá fazer a sua estreia na primeira prova de 2016.

Por sua vez, e no que diz respeito aos motores, os gravíssimos problemas surgidos esta semana na VW, multada em muitos milhares de milhões de dólares pelas autoridades norte-americanas, podem colocar em causa a presença das marcas do grupo no desporto automóvel. Neste momento há um grande ponto de interrogação quanto ao que poderá sucederá à Porsche e à Audi no Mundial de Resistência (WEC), e à VW no Mundial de Ralis (WRC).

A presença da Porsche no WEC poderia ser a porta de saída para a Audi se virar para a Fórmula 1, tanto mais que se falava da sua presença, a partir de 2018, como fornecedora de motores à Red Bull ou mesmo como presença oficial, como consequência da aquisição da equipa.

Sem motores para 2016, por ter rompido o contrato com a Renault, ao que tudo indica a Red Bull irá utilizar no próximo ano e em 2017 motores Ferrari, o que daria margem de tempo à Audi para construir e fazer o evoluir o seu motor.

Com tudo isto, a grande beneficiada poderá ser a Fórmula E (F1 elétrica), onde a Audi já compete, que poderá ver o investimento ser aumentado.

Por último, referência ao facto de a Ferrari ainda não ter fornecido à Red Bull as características do motor a utilizar no próximo ano, o que é entendido por muitos como uma forma de dar menos tempo a Adrian Newey, o mago do chassis, para trabalhar.

Classificações dos Mundiais antes da prova de japonesa:

Pilotos
1.º, Lewis Hamilton, 252 pontos
2.º, Nico Rosberg, 211
3.º, Sebastian Vettel, 203
4.º, Kimi Raikkonen, 107
5.º, Valtteri Bottas, 101
6.º, Felipe Massa, 97
7.º, Daniel Ricciardo, 73
8.º, Daniil Kvyat, 66
9.º, Sérgio Perez, 39
10.º, Romain Grosjean, 38

Construtores
1.º, Mercedes AMG Petronas F1 Team, 463 pontos
2.º, Scuderia Ferrari, 310
3.º, Williams Martini Racing, 198
4.º, Infiniti Red Bull Racing, 139
5.º, Sahara Force Índia F1 Team, 69
6.º, Lotus F1 Team, 50
7.º, Scuderia Toro Rosso, 41
8.º, Team Sauber F1, 26
9.º, McLaren/Honda, 17