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Doze anos depois e a jogar em casa, Inglaterra quer repetir título mundial de râguebi

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Eamonn M. McCormack

Apesar do jejum de mais de uma década e de uma desapontante participação há quatro anos no Mundial da Nova Zelândia, a equipa liderada por Stuart Lancaster aparece como favorita e quer roubar o título à Nova Zelândia

A anfitriã Inglaterra procura conquistar a mítica Taça Webb Ellis, algo que não consegue há 12 anos, numa oitava edição do Campeonato da Mundo de râguebi em que a Nova Zelândia, detentora do título, pode fazer história.

Depois de 1991, em que alcançou a final mas acabou derrotada pela Austrália, Inglaterra volta a receber a mais importante prova do “planeta oval”, desta vez com a esperança de repetir o sucesso de 2003, quando conquistou o troféu e se tornou na primeira, e até agora única, seleção europeia a alcançar tal feito.

Apesar do jejum de mais de uma década e de uma desapontante participação há quatro anos no Mundial da Nova Zelândia, em que caiu nos quartos de final, a equipa liderada por Stuart Lancaster aparece como favorita, embora vá ter pela frente adversários de peso como a Nova Zelândia, a África do Sul, a Austrália e até a França, finalista vencida em 2011.

Os ingleses, que vão ter como capitão o ala Chris Robshaw, estreiam-se esta sexta-feira frente às Ilhas Fiji, num jogo do Grupo A, considerado um dos mais equilibrados, de que fazem parte também a Austrália (campeã em 1991 e 1999), o País de Gales (3.º classificado em 1987 e semifinalista em 2011) e o Uruguai.

Por seu lado, a Nova Zelândia chega a Inglaterra com o estatuto de campeã e o objetivo de tornar-se a primeira seleção a conquistar dois Mundiais consecutivos.

No Grupo C, os neozelandeses não deverão encontrar muitas dificuldades para assegurar o primeiro lugar do agrupamento, frente a Tonga, Geórgia, Namíbia e Argentina.

Logo na estreia, agendada para domingo, a Nova Zelândia vai ter pela frente a seleção sul-americana, que ganhou algum estatuto na última década e que teve como melhor resultado da sua história o 3.º lugar no Campeonato do Mundo de 2007.

Campeã em 1995 e 2007, a África do Sul vai viver o seu último Mundial com Bryan Habana que, aos 32 anos, chega à ilha a apenas seis ensaios que se tornar no jogador com mais “tries” alcançados em Campeonatos do Mundo, recorde que pertence desde 1999 ao neozelandês Jonah Lomu, já reformado.

Destaque ainda para a França, que depois da surpreendente presença na final de 2011 promete voltar a intrometer-se entre os favoritos. No Grupo D, os gauleses vão ter encontros complicados com a Itália e Irlanda, seleções com ambições de alcançar os quartos de final.

O Campeonato do Mundo vai decorrer de 18 de setembro a 31 de outubro, com um total de 20 equipas e com Londres, Manchester, Cardiff (País de Gales), Newcastle, Birmingham, Leeds, Leicester, Gloucester, Exeter, Milton Keynes e Brighton a receberem os jogos da competição.

Os dois primeiros classificados dos quatro grupos seguem para os quartos de final e asseguram a presença no próximo Mundial, enquanto os 3.ºs posicionados ficam pelo caminho mas garantem um lugar no próximo Mundial, daqui a quatro anos, no Japão.

A final está agendada para 31 de Outubro, no lendário Estádio de Twickenham, em Londres, recinto que servirá de casa para os jogos da seleção inglesa.