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Peça de outro carro mata piloto na Fórmula Indy

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Justin Wilson, de 37 anos, estava em coma desde domingo. Não resistiu aos ferimentos

O piloto britânico Justin Wilson morreu esta segunda-feira, um dia depois de ter sofrido ferimentos graves na cabeça devido a um acidente numa corrida de Fórmula Indy disputada no circuito de Pocono, no estado norte-americano da Pensilvânia.

“Este é um dia extremamente triste para a IndyCar e para a comunidade de desportos motorizados como um todo”, declarou o diretor-geral do campeonato Indycar, Mark Miles.

Justin Wilson, de 37 anos, estava em coma desde domingo. Piloto da escuderia Andretti, foi atingido por uma peça do carro do norte-americano Sage Karam e teve de ser retirado da pista por um helicóptero rumo à unidade de cuidados intensivos do hospital de Allentown. Mas nunca recuperou a consciência.

No comunicado em que informa a morte de Wilson, a sua família lamenta a perda de “um pai carinhoso e de um marido fiel, bem como de um piloto muito competitivo, respeitado pelos seus companheiros”.

Mal se soube da sua morte, o Twitter foi inundado por mensagens de condolências.

Foi o caso do seu irmão mais novo Stefan (também ele piloto na Fórmula Indy), que partilhou o que sentia na rede social: “Não consigo descrever a dor que sinto neste momento. Ele era o meu irmão, o meu melhor amigo, um modelo a seguir e mentor, Era um campeão”. Stefan acrescenta ainda que os órgãos de Justin vão ser doados.

A última morte na Fórmula Indy ocorreu em 2011, quando outro britânico, Dan Wheldon, não sobreviveu às graves lesões sofridas durante uma corrida no circuito oval de Las Vegas, que envolveu um total de 15 pilotos.

Na altura deste grave acidente, Justin Wilson (que também já tinha estado envolvido noutras colisões em diversas corridas) confessou à Associated Press que o episódio não mudava a sua perspetiva sobre as corridas nem o fazia questionar-se sobre os perigos da profissão: “Temos de saber os riscos e perceber se esses riscos são aceitáveis. Para mim são. Todos os pilotos da Indycar estão a tentar tornar o campeonato ainda mais seguro, mas no final tudo se resume a uma corrida de carros. Nós estamos a conduzir carros que são muito rápidos e sabemos que quando corre mal pode ser perigoso.”