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Um centésimo de segundo deu o título a Bolt

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Foi por um bocadinho assim: Bolt sagrou-se tricampeão mundial dos 100m

Andy Lyons/Getty

Faltou um bocadinho assim: Gatlin não conseguiu ultrapassar Usain Bolt, que continua a ser o homem mais rápido do mundo nos 100m

O homem chama-se Bolt, que é como quem diz “relâmpago”, e foi precisamente num piscar de olhos - quer dizer, até menos - que conquistou, aos 29 anos, o terceiro título de campeão mundial dos 100 metros, com a marca de 9,79 segundos.

Uma centésima mais atrás ficou Justin Gatlin, o norte-americano de 33 anos para quem todos olham de lado porque, ao contrário de Bolt, que é limpinho, limpinho, o rival é sujinho, sujinho: já foi apanhado em dois controlos antidoping e esteve suspenso quatro anos.

Vai daí que a corrida de hoje era, na cabeça de muita gente, uma espécie de bem contra o mal. Mas não para Bolt. “Percebo essa questão mas para mim não foi isso. Queria ganhar por mim, era muito importante”, disse o jamaicano após a corrida. “Significa muito para mim porque esta época tive algumas dificuldades em termos de lesões”, acrescentou o bicampeão olímpico nos 100, 200 e 4x100 metros.

Pelo contrário, Gatlin estava a ter um ótimo ano: já não perdia há 28 corridas consecutivas e já tinha conseguido marcas melhores do que 9,80s por cinco vezes. Mas hoje não era o dia dele. “Fui eu que falhei. Atrapalhei-me nos últimos cinco metros, os meus braços estavam mal. Mas fico feliz por ter estado tão próximo da vitória e por representar o meu país”, disse.

A medalha de bronze, ou melhor, as medalhas de bronze foram para o norte-americano Trayvon Bromell e para o canadiano Andre de Grasse, que acabaram ambos com 9,92 segundos.